Dnit monitora o atropelamento de animais na BR-285/RS/SC

Ainda que exista a presença de atividades humanas, vale destacar que boa parte do empreendimento está inserida em área preservada do bioma Mata Atlântica, uma das regiões do mundo mais ricas em biodiversidade

Foto: Divulgação/DN
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Timbé do Sul

Com o objetivo de inventariar os dados de atropelamento de animais nas obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, entre São José dos Ausentes e Timbé do Sul, bem como propor mecanismos que reduzam esta ocorrência, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) executa o Programa de Controle de Atropelamentos da Fauna. De outubro de 2016 a fevereiro de 2017, a equipe da Gestora Ambiental (STE S.A.) realizou cinco campanhas de monitoramento no segmento catarinense onde está inserido o Lote 2 do empreendimento.

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Para cada amostragem foram aplicadas duas metodologias: o monitoramento veicular durante sete dias consecutivos por mês, a uma velocidade de 30km/h; e o caminhamento de trechos selecionados no primeiro dia de campanha, cujo objetivo é corrigir a eficiência na detecção de carcaças encontradas na rodovia. Durante o período a equipe identificou dez indivíduos pertencentes a seis espécies diferentes, sendo seis anfíbios, duas aves, um mamífero e um réptil. Cada encontro é registrado por meio de fotografia, georreferenciamento e anotações em planilha.

Mata Atlântica

Ainda que exista a presença de atividades humanas, vale destacar que boa parte do empreendimento está inserida em área preservada do bioma Mata Atlântica, uma das regiões do mundo mais ricas em biodiversidade. O licenciamento ambiental da obra, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), exige a adoção de medidas capazes de minimizar os impactos decorrentes da construção, incluindo a fragmentação de habitat e o chamado efeito barreira, o qual é provocado pela instalação de estruturas que impedem ou dificultam a mobilidade dos animais. Conforme o coordenador do Programa, Guillermo Dávila, no Lote 2 estão previstas três passagens de fauna do tipo galeria e duas passagens secas nas pontes sobre os rios Rocinha e Serra Velha. Em virtude da interdição total da Serra da Rocinha durante as obras, o monitoramento foi suspenso pelo IBAMA. “Como o trecho em obras está interrompido ao tráfego, qualquer amostra obtida não é representativa”, explica Dávila.

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