Criciúma: A Rede que auxilia a Polícia

Grupos de vizinhos trocam informações, através do WhatsApp, e colaboram na resolução de crimes. Na região do nono Batalhão são mais de 13 mil pessoas conectadas

- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

A união entre Polícia Militar e comunidade trouxe mais tranquilidade para os moradores de toda a região. A Rede de Vizinhos conecta, através do aplicativo WhatsApp, policiais e a comunidade. Eles trocam informações sobre furtos e movimentações estranhas nas ruas dos bairros que se organizam para participar da iniciativa. “A gente percebe que o crime acaba se afastando daquele local. O criminoso se sente desestimulado. A Rede visa melhorar e fortalecer as relações interpessoais dos bairros e a cidadania ativa. Isso da, para as pessoas, sensação de pertencimento ao local onde eles vivem e se sentem co-responsáveis pelo assunto segurança pública”, comenta o tenente Samuel Peruchi, um dos responsáveis pela organização do programa na região do nono Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Nos municípios de Criciúma, Nova Veneza, Siderópolis, Forquilhinha e Treviso, que são monitorados pelo BPM, por volta de 13 mil pessoas estão incluídas nas redes de vizinhos. Isso da, aproximadamente, 200 grupos de WhatsApp. “Através da Rede de Vizinhos, a gente previne. Ela não substitui a ligação para o 190, em caso de urgência e emergência. Quando tem alguma situação mais pontual, que não requer urgência, o policial comunitário monitora o grupo. Aqui em Criciúma, cada setor tem o policial comunitário. Ele tomando conhecimento de situações pontuais, que podem afetar a ordem pública, já faz a averiguação. Isso tudo torna a atuação mais rápida”, ressalta o tenente.

Sensação de tranquilidade e ordem

No bairro São Cristovão, um dos pioneiros na iniciativa, a sensação dos moradores é de tranquilidade e ordem nas ruas. “A segurança aumentou bastante, praticamente zerou o índice de furtos aqui no bairro. A partir do momento que a Rede foi aplicada, faz uns cinco anos, a gente não tem noticias de furtos a residências”, pontua Luan Rosa, morador da rua José Manoel Alves.

Ele destaca que a Rede de Vizinhos serviu, inclusive, para aumentar a união e a colaboração entre os vizinhos. “A gente se conheceu melhor, interage mais, trocamos informações e nos ajudamos. Em feriados, o pessoal cuida as casas uns dos outros, controla se tem movimentação estranha… é outra vida. Nosso bairro mudou completamente”, destaca Luan.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.