Criciúma: Policial salva a vida de bebê

Soldado atende a ligação de uma mãe, com o filho apresentando engasgamento, mas orienta a mulher que consegue recuperar a criança

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Tiago Monte

Criciúma

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A ligação de uma mulher, residente na área central de Criciúma, alterou a rotina do Soldado Ramon Maurílio Das Almas Grassi, por volta das 10 horas de quinta-feira. De plantão no número 190, o policial atendeu a chamada da empresária Laura Mello. Ela estava com o bebê, de um mês, engasgado, após tomar mamadeira. “Ele simplesmente engasgou e começou a faltar o ar. Ele começou a ficar vermelhinho e vi que ele não estava conseguindo respirar”, comenta a empresária.

A primeira atitude da mãe foi pegar o telefone e ligar para o 190. “Pensei que era o Samu, mas era o 190. O soldado Das Almas atendeu calmamente, pediu para eu sentar, pegar o bebê e me instruiu a manobra para desengasgar”, conta Laura. Conforme a orientação do policial, a mãe já percebeu a melhora no bebê. “Parecia uma eternidade, mas foi menos de um minuto. Para mim pareceu que foi uma hora. Fiz a manobra e ele desengasgou”, completa a mãe.

A situação extrema é muito comum entre recém-nascidos. “Me deu um alivio total. Estava muito nervosa e desesperada. É o meu terceiro filho e nunca tinha acontecido isso. Algo que eu nunca imaginei: o bebê engasgar com o leite. Procurando na internet, vi que é algo mais comum do que imaginamos. Foi um sufoco, mas dá um alivio depois que passa”

A tranquilidade do policial fez a diferença para o sucesso da operação. “Pedi para ela manter a calma, pois estava muito nervosa. Também pedi para ela olhar a cor da pele do bebê e se tinha saído algo da boca dele. Ela me informou e eu repassei mais algumas informações, então, ela começou a chorar de emoção. Deu tudo certo”, pontua o soldado.

Ramon demonstra felicidade e satisfação por ter salvado a vida do recém-nascido. “É uma satisfação enorme. Primeiramente, tem que agradecer a Deus por salvar a vida de um anjinho que acabou de nascer. Não tem explicação a sensação de dever cumprido e de ajudar a sociedade”, explica.

Para o coronel Cosme Manique Barreto, a orientação para casos extremos também faz parte das atividades dos policiais, embora muitas vezes as pessoas procurem os Bombeiros ou o Samu. “Dentro da formação do policial militar, existem várias situações de crise para ele manter a calma. Então, nos próprios treinamentos, se procura jogar um estresse alto para ele se obrigar a ter calma. Ela terá reações e tomará decisões apropriadas em cima da situação. Isso reverte nessas situações: a mãe desesperada e o policial militar mantendo a tranquilidade, dentro de uma situação inusitada. Ele conduziu a mãe a fazer a ação correta, salvando a vida da criança”, finaliza.

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