Criciúma: IGP tem déficit de pessoal

Número de peritos criminais, em Criciúma, é menor do que o considerado ideal. Expectativa é para a nomeação de novos agentes ainda nesse ano

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Tiago Monte

Criciúma

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Assim como o Corpo de Bombeiros e as Polícias Civil e Militar, o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina sofre com a defasagem de pessoal. Em Tubarão, a unidade está fechada. Em janeiro, o IGP encaminhou um ofício ao Governo do Estado pedindo a nomeação de Peritos Oficiais e Técnicos Periciais aprovados no Concurso Público de 2017. São aproximadamente de 50 vagas e o resultado foi homologado em 4 de maio de 2018. Até agora, ninguém foi chamado. “A expectativa é chamar 320 profissionais em três anos. Dividimos o montante em quatro chamamentos. O primeiro será de 96 profissionais e esperamos dar vazão aos atendimentos”, explica Giovani Eduardo Adriano, diretor geral do IGP/SC.

Em Criciúma, o déficit de pessoal existe. A unidade já chegou a trabalhar com nove profissionais, número considerado satisfatório, mas atualmente conta com apenas quatro integrantes na equipe. “Há uns cinco anos, a gente começou a sofrer com aposentadorias. Então, não temos o número ideal de peritos”, enfatiza Sandro Brocca, Gerente Mesorregional de Perícias.

Alguns setores deixaram de funcionar, devido à falta de peritos. “O setor de documentoscopia é um deles. O perito se aposentou e não houve substituto. Também fechou o setor de veículo e na parte de engenharia”, pontua o gerente. A ansiedade pela chegada dos novos colegas é grande. “Estamos aguardando a nomeação dos peritos para os próximos meses. Não sei se serão nomeados todos para suprir a falta ou se, a cada ano, o governo vai nomear uma quantidade. Há uma defasagem de muitos anos. Não sei se o governo vai conseguir, no primeiro ano, suprir. Mas nesse ano terá uma resposta”, comenta Brocca.

Com o déficit, os peritos operam em outras divisões e ficam precavidos. Caso aconteça algum crime, que necessite da presença deles no local, o agente abandona o posto e se desloca para atender a ocorrência. “Não temos uma equipe de atendimento de local do crime. É a mesma dos setores, que também precisam cumprir prazos para os encaminhamentos de laudos. A perícia criminal trabalha na investigação e no processo. Então, ela acompanha tudo”, pontua.

Em outras regiões do Estado, como a de Tubarão e Laguna, também há necessidade da contratação de médicos legistas. “O chamado vai acontecer na medida que tenha a possibilidade financeira. No final do primeiro quadrimestre haveria uma avaliação financeira e já chamamos os delegados de Polícia Civil”, pontua o Coronel Araújo Gomes, presidente do Colegiado de Segurança do Estado. Segundo o IGP, apenas 35,89% das vagas previstas em lei estão preenchidas, ou seja, são apenas 212 peritos oficiais atuando nas 585 vagas necessárias no Estado.

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