BR-101 na Amesc registra quatro mortes por atropelamento em 2019

Dados foram levantados por meio do relatório de ocorrências diárias divulgado pela Polícia Rodoviária Federal

Foto: Lucas Colombo/TN
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Lucas Renan Domingos

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Araranguá

A região da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) apresenta número negativo nestes primeiros meses do ano. São quatro mortes por atropelamentos na BR-101. Os dados foram levantados por meio do relatório de ocorrências diárias divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O primeiro caso aconteceu na noite do dia 28 de março. Jeferson de Souza Bochanoski, de 32 anos, foi atingido por um ônibus com placas de Sombrio. Na data de 4 de maio, em São João do Sul, foi a vez de Adriano Raupp, 38 anos, morrer após um Kia Sportage, de Osório(RS), atingi-lo na rodovia. No mesmo mês, no dia 29, José Cirino Sobrinho, de 51 anos, perdeu a vida ao ser atropelado por uma carreta Scania, de Florianópolis. E, por fim, no dia 6 de junho, Robson Arnaldo Silva, de 50 anos, não resistiu após ser atingido por um caminhão Volvo, também do Rio Grande do Sul.

A reportagem procurou o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Araranguá para questionar quais haviam sido as causas do acidente, mas o IGP alegou não ser possível precisar essa informação. Durante o atendimento às ocorrências a PRF alegou que Bochanoski, Sobrinho e Silva acabaram sendo atropelados enquanto tentavam atravessar a rodovia. Já o motorista do veículo que atingiu Raupp alegou aos policiais que a vítima se atirou em frente ao carro.

Maior incidência de atropelamentos é na BR-101

O chefe substituto do Núcleo de Comunicação da PRF de Santa Catarina, Adriano Fiamoncini, afirma que a BR-101 é realmente a rodovia federal no Estado que mais ocorre mortes por atropelamento. No ano passado 60 pessoas perderam a vida dessa forma no Estado. Mas a região da Amesc não é o pior dos casos.

“Geralmente essas mortes acontecem em áreas onde as cidades estão crescendo e a rodovia passa na parte urbanizada. É o caso de trechos como na Grande Florianópolis, Itajaí e Joinville. No Sul, a BR-101, em sua maior extensão passa por fora das cidades, então é menor a chance de alguma ocorrência desse tipo”, apontou Fiamoncini.

Mesmo assim, há quem acaba arriscando a travessia na BR-101 Sul. Em Araranguá, o fotógrafo Lucas Colombo, do Tribuna de Notícias, flagrou dois pedestres passando de um lado a outro da rodovia a pé. “A BR-101 é duplicada em ambos os sentidos. Então são, no mínimo, quatro pistas para atravessar, sem falar nas marginais”, alertou.

Segundo Fiamoncini, apesar do trecho Sul da rodovia federal não estar em área urbana, há um agravante nessa região. “Não é um local concessionado então não há muitas passarelas. Nesse caso, se for muito necessário a travessia, a indicação é paciência. Mais vale esperar 15 minutos e atravessar tranquilamente do que se arriscar em 30 segundos”, apontou.

*Confira a reportagem completa no Tribuna de Notícias desta segunda-feira, dia 17.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Araranguá

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