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Marciano Bortolin

Criciúma/Florianópolis

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Mais que o início de uma nova legislatura, o evento de posse dos 40 deputados estaduais eleitos em 2018 agendado para as 9h desta sexta-feira, dia 1º, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), marca o início de uma nova era.

Conforme determina o Regimento Interno, a sessão será presidida pelo deputado Romildo Titon, MDB, que é o parlamentar mais idoso entre os de maior número de legislaturas completas na Casa. Caberá a ele constituir a mesa de autoridades, convidar dois deputados para lhe auxiliá-lo na condução da sessão e proclamar o nome dos deputados eleitos. Em seguida, ele tomará o juramento dos parlamentares que, um a um, serão chamados para assinar o termo de posse. O mandato dos 40 deputados é de quatro anos e vai de 1º de fevereiro deste ano a 31 de janeiro de 2023.

Maior renovação desde 2002

Mais da metade dos deputados estaduais da legislatura que se encerrou ontem não estará na Alesc a partir de hoje. Os resultados das eleições do dia 7 de outubro apontaram uma renovação de 55% no Parlamento: são 22 deputados eleitos que se juntarão aos 18 que foram reeleitos.

Pelo menos quatro destes 22 eleitos já tiveram experiência na Alesc. Julio Garcia, do PSD, foi deputado por quatro legislaturas.

Altair Silva, do PP, Ivan Naatz, do PV e Nilso Berlanda, do PR, embora tenham conquistado mandato como titular pela primeira vez, já ocuparam cadeira na Alesc como suplentes em mais de uma ocasião.

Os outros 18 podem ser considerados novatos, pois nunca estiveram na Assembleia nem como suplentes. O destaque é a bancada do PSL, que terá seis deputados: com exceção de Ricardo Alba, que é vereador em Blumenau, os demais nunca haviam ocupado um cargo eletivo.

Novo x Experiência

A taxa de renovação de 55% é a maior desde 2002. Ela é explicada também pela quantidade de parlamentares estaduais da legislatura passada que não tentou a reeleição: 11 deles ou disputaram outros cargos ou optaram por não participar das eleições. “A entrada de representantes de partidos novos, em especial do PSL, a onda que passou no estado em 2018, torna a expectativa ainda maior para a legislatura. Os deputados eleitos defendem a nova política e atitudes que na prática podem não ser tão simples quanto no discurso. A renovação na Assembleia, aliás, atende o apelo popular em nome principalmente de transparência. Há de se confirmar agora na prática o quanto os ‘novos’ conseguirão colocar em prática o que defendem. Será a legislatura do novo x experiência”, comenta a colunistas política do Diário de Notícias, Karina Manarin.

Siglas tradicionais perdem representatividade

Em atividade em 1998, mas sem representatividade em Santa Catarina, a principal novidade é a expressiva votação do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro que saiu de nenhum para seis representantes.

Por outro lado, partidos tradicionais perderam cadeiras. Exemplo é o PSD que saiu de nove para cinco. Já o MDB perdeu uma cadeira: de 10 caiu para nove, mas continua sendo a bancada com a maior representatividade.

O PT catarinense também sofre com o desgaste, mas assim como o MDB perdeu apenas um deputado na Alesc: de cinco para quatro.Tradicional, o PP também perdeu parlamentares, saindo de quatro eleitos em 2014 para três. Já o PSDB caiu de quatro para dois.

PPS, DEM E PCdoB que haviam eleito deputados estaduais em 2014 ficam sem representatividade a partir de 2019. Por outro lado, entram PSC, PV e PRB.

 

Julio Garcia presidente

Foto: Carlos Kilian/Agência AL

Tudo indica que a Região Sul voltará a ter o presidente da Alesc. Trata-se de Julio Garcia, do PSD, que volta a cumprir mandato na Casa Legislativa. Ele retorna ao Parlamento após nove anos, período em que foi conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de 2009 até 2017, quando se aposentou.

Minutos após a sessão solene de posse, Titon presidirá a sessão preparatória para a eleição do presidente para o biênio 2019-2021. A escolha poderá ocorrer em dois turnos, caso haja três ou mais candidatos. As candidaturas são apresentadas na abertura da sessão.

Será eleito o candidato que obtiver a maioria simples dos votos válidos. A votação é aberta e cada deputado é chamado para dar seu voto no microfone de apartes. 

Tomam posse os deputados estaduais eleitos da Região Sul:

Julio Garcia (PSD) 57.772 votos

Ex-deputado estadual e ex-conselheiro do TCE. Volta à Alesc após nove anos.

Felipe Estevão (PSL) 47.390 votos
Primeiro mandato.

Volnei Weber (MDB) 41.353 votos
Primeiro mandato.

Zé Milton (PP) 39.196 votos
Reeleito.

Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (MDB) 36.747 votos
Reeleito.

Ada Faraco de Luca (MDB) 34.501 votos
Reeleita.

Jessé Lopes (PSL) 31.595 votos
Primeiro mandato.

Rodrigo Minotto (PDT) 26.623 votos
Reeleito.

Demais deputados estaduais eleitos:

Ricado Alba (PSL) 62.762 votos

Luciane Carminatti (PT) 61.271 votos

Ismael (PSD) 54.165 votos

Paulinha (PDT) 51.739 votos

Cobalchini (MDB) 49.355 votos

Felipe Estevão (PSL) 47.390 votos

Sergio Motta (PRB) 45.181 votos

Coronel Mocellin (PSL) 45.086 votos

Fernando Krelling (MDB) 44.356 votos

De Nadal (MDB) 42.507 votos

Marlene Fengler (PSD) 41.684 votos

Dr. Vicente Caropreso (PSDB) 40.132 votos

Kennedy Nunes (PSD) 39.352 votos

Jerry do Aldo (MDB) 39.131 votos

Neodi Saretta (PT) 39.036 votos

Jair Miotto (PSC) 38.554 votos

Laércio Schuster (PSB) 36.923 votos

Milton Hobus (PSD) 36.821 votos

Marcos Vieira (PSDB) 35.423 votos

Padre Pedro (PT) 35.184 votos

Sargento Lima (PSL) 35.053 votos

Ana Caroline Campagnolo (PSL) 34.825 votos

Moacir Sopelsa (MDB) 34.722 votos

Nazareno Martins (PSB) 34.395 votos

Titon (MDB) 34.350 votos

Bruno Souza (PSB) 32.512 votos

João Amin (PP) 31.396 votos

Altair Silva (PP) 30.497 votos

Marcius Machado (PR) 30.277 votos

Berlanda (PR) 28.975 votos

Mauricio Eskudlark (PR) 26.333 votos

Fabiano da Luz (PT) 18.474 votos

Ivan Naatz (PV) 14.685 votos

*A reportagem completa você confere na edição do DN desta sexta-feira, dia 1º.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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