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Marciano Bortolin

Criciúma

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Na última quarta-feira, dia 23, o  líder da oposição e presidente da Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, sendo reconhecido por líderes de todo o mundo, entre eles, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, do PSL, e dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump. A situação agravou ainda mais a crise do país Sul Americano de 31,98 milhões, que pode respingar em outras nações, entre elas, o Brasil.

O economista, Tiago Colombo, ressalta que a Venezuela era, até 2013, quando a presidente era Dilma Rousseff, do PT, um forte parceiro do Brasil em exportações, com volumes superiores a U$ 4,8 bilhões, porém no ano seguinte, com a chegada da crise, o país diminuiu consideravelmente as compras, representando, atualmente, menos de U$ 500 milhões, como o registrado em 2017, ano do último dado consolidado. “Dizer que este país irá impactar de forma negativa é chover no molhado, ou seja, já impactou lá atrás, agora é se manter, e ainda ao se analisar os produtos comprados podemos ver que são insumos básicos como arroz, cana de açúcar e soja, ou seja só compram o essencial”, enfatiza Colombo.

Quando fala no início da crise, o economista se refere à queda de mais de 50% nos preços do petróleo, principal produto venezuelano. Os problemas foram acentuados em 2015, quando a oposição ao presidente Nicolás Maduro conquistou a vitória na Assembleia, marcando o fim de 16 anos de hegemonia chavista Como manobra para enfraquecer a oposição, o presidente começou a usar a Suprema Corte e a Justiça Eleitoral para garantir hegemonia política, diminuindo os poderes do Parlamento.

Refugiados e guerra

O professor, especialista em temas internacionais, André Abreu, o número de refugiados venezuelanos em Santa Catarina deve aumentar. Para ele, a permanência de Maduro no Poder depende internamente do apoio do Exército e externamente da Rússia e da China. “Se for uma crise que leve a uma guerra civil, o Brasil vai ter que se preparar, sobretudo na fronteira com a Venezuela. Roraima não vai resolver sozinho este problema e cada estado vai receber um número de refugiados”, destaca.

Ainda conforme Abreu, em uma crise humanitária, o Brasil, independente de questões políticas, vai ter um papel maior dentro do contexto regional da América do Sul. “À medida que o governo de Jair Bolsonaro critica o atual regime, assume um papel ainda maior em resolver a situação recebendo os refugiados do país”, pontua.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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