Uso de canudos em discussão no estado

Projeto em tramitação na Alesc busca oferecer aos consumidores alternativas sustentáveis, para evitar a exploração e poluição ambiental

Foto: Lucas Colombo/DN
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Criciúma

A conscientização ambiental e a exploração racional dos recursos naturais estão no centro de um Projeto de Lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O PL 0152.5/2018, de autoria do deputado João Amim (PP), visa estabelecer critérios para que os estabelecimentos comerciais localizados no estado passem a utilizar apenas canudos biodegradáveis, reutilizáveis ou recicláveis, a fim de minimizar os impactos do lixo no meio ambiente.

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Inicialmente, o projeto considerava apenas os canudos fabricados com produtos biodegradáveis ou similares, proibindo os de plástico – segmento importante para o Sul de Santa Catarina. Porém, uma Emenda Substitutiva Global foi aprovada ampliando os materiais permitidos, desde que sejam recicláveis e reutilizáveis. “A proposta é muito adequada, traz aspectos inovadores sobre o tema, priorizando a destinação correta dos materiais. Porque a mera substituição de um material por outro não significa melhoria para o meio ambiente. Então esse texto é muito mais avançado, voltado a não onerar mais o setor produtivo nem o comercial”, analisa o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul de Santa Catarina (Sinplasc) e da Associação Brasileira dos Descartáveis (Abrade), Elias Caetano.

O diretor reforça que os produtos biodegradáveis também precisam ser corretamente submetidos a um processo para que ocorra, efetivamente, a biodegradação. “Assim como os materiais recicláveis, que é feita a coleta após o consumo. Então ambas as alternativas são sustentáveis, desde que feita a devida coleta e destinação correta do material”, pontua.

Encaminhamento correto é o caminho

Como o aspecto ambiental baseia o projeto, Caetano reforça que o canudo de plástico – assim como outros itens produzidos com esse tipo de material – não gera prejuízo ao meio ambiente se tiver a destinação correta. “Como é reciclável, ele permanece útil, pode ser aplicado em novos produtos. Promove a economia circular e evita a extração e exploração de recursos”, destaca o diretor.

Ele ainda acrescenta que é inadequada a crença de que os canudos plásticos são “vilões” no quesito poluição e que não teriam utilidade, já que muitas pessoas precisam utilizá-los por motivos de saúde, por exemplo.

Conscientização é a palavra de ordem

Outros pontos apresentados na Emenda é a previsão de medidas para reduzir o consumo de canudos, como coibir a oferta espontânea por parte dos estabelecimentos – apenas mediante o pedido do consumidor. “Essa proposta vem para priorizar esse aspecto educativo que é necessário ser implantado e realizado. A pessoa que utilizar um canudo vai optar por qual tipo ela quer usar. Isso permite exercitar o consumo consciente”, comenta Caetano.

Além disso, também foca na parte de pós-consumo, obrigando os estabelecimentos a contarem com espaços, em pontos visíveis, para a coleta seletiva. “A reciclagem só é benéfica, pois traz bons impactos sociais, ambientais e econômicos. Ela é sustentável em todas as pontas”, acrescenta.

O projeto ainda será encaminhado para análise do governador Carlos Moisés da Silva (PSL).

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Em: Criciúma

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