Urussanga: Dona Maria e seus 160 cães

Dona Maria vive seu dia em função dos cães e trata deles sozinha, apenas nos fins de semana tem ajuda de familiares

Foto: Tairini Marcelino/Especial
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Tairini Marcelino/Especial
Urussanga

 

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Há oitos anos Maria Vieira, 78 anos, teve que trocar sua casa no centro de Criciúma, por um sítio na comunidade de Santaninha, interior de Urussanga. O motivo seria seus mais de 80 cachorros.

Dona Maria dos Cachorros, como é conhecida, começou ajudar animais de ruas há mais de 30 anos. “Começamos com o nosso cachorro em casa, aí a gente tratava tão bem aquele, fomos vendo os outros na rua, pegando os que eram maltratados. Quando me dei conta tinham 16, daqui a pouco tinha 40 e cheguei a ter mais de 200”, conta.

Atualmente Maria dos Cachorros tem cerca de 160 cães distribuídos em três canis em seu sítio. “Eu gosto de cachorro como eu gosto de gente. Eles sentem fome, frio, sede, se sentem perdidos, sentem dor, tudo igual a nós. Pensando bem, eles até valem mais do que muita gente. Eles são sinceros, tem amor na gente com sinceridade. Eu peço para Deus deixar eu viver para sempre nesse mundo, para cuidar deles”, fala Maria.

Um problema

Dona Maria vive seu dia em função dos cães e trata deles sozinha, apenas nos fins de semana tem ajuda de familiares. Apesar de amar seus cães, está ficando um pouco difícil para poder cuidar de tudo. “Não estou dando conta mais de comida e nem de cuidar direito, porque tem muita limpeza, todos os dias tem que dar remédio para uns oito no mínimo”, desabafa.

As comidas são preparadas um dia antes, para poder dar aos animais na manhã seguinte. Como Dona Maria não tem condições de alimentar todos com ração, ela mistura miúdos de carne de porco com arroz. “Eu só quero manter eles bem alimentados, com remédio, com comida. Só quero manter eles bem, se eles estão felizes eu também estou. Se eu vejo eles doentes, com falta de alimentação, eu fico doente também”, lembra.

Família

A família apoia totalmente o trabalho de Dona Maria, mas está preocupada devido à idade. Ela não poderia fazer esforço físico já recomendado pelos médicos. “Nós só queríamos que as pessoas ajudassem mais, às vezes se não pode ajudar com ração, com dinheiro, que ajudasse vindo aqui, para dar banho, fazer tosa. São muitos cachorros, ela já está bem idosa, apesar de ser forte”, fala Nice Mattiola, afilhada.

Adoção

Todos os cachorros que Dona Maria tem atualmente foram abandonados, recolhidos da rua ou pessoas entregaram para ela cuidar. “Nós realizamos também algumas ferinhas para adoção, mas é difícil, pois são todos vira-latas e mais velhos”, comenta Larissa Mattiola, sobrinha de Dona Maria.

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