Dom Jacinto exorta os fiéis à participação no Tríduo Pascal

Bispo salienta que todo cristão católico deve participar de todas as celebrações que rememoram a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo

Foto: Divulgação/Diocese de Criciúma
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Criciúma

A Semana Santa já começou. Desta Quinta-feira Santa, dia 18, até o Sábado Santo, dia 20, que antecede o Domingo da Páscoa do Senhor, dia 21, os católicos, no mundo inteiro, celebram o Tríduo Pascal. A liturgia, que começa com a Missa da Ceia do Senhor, inclui a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a Celebração da Paixão do Senhor e culmina com a Vigília Pascal. Em toda a Diocese de Criciúma, diversas celebrações estão marcadas para a vivência deste tempo que precede a maior festa da Igreja, incluindo, ainda, caminhadas com meditação da Via-Sacra, procissões com a imagem do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores, encenações da Paixão, rito do lava-pés, entre tantas outras expressões pelas quais os cristãos manifestam sua fé.

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O significado do Tríduo Pascal

“Na Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Celebramos o ‘lava-pés’, que nos lembra de que, antigamente, era costume, quando o senhor chegava em casa, os escravos e criados lavarem os pés dele e Jesus inverte isto totalmente. Ele, que é o Senhor, lava os pés dos discípulos. Por isso, nós entendemos a reação de Pedro. Significa que quem é o maior é aquele que mais deve servir. A Eucaristia e o Sacerdócio estão a serviço do amor, a serviço daqueles que mais precisam, que são alimentados, que somos nós, pobres pecadores, que nos alimentamos da Eucaristia para servirmos a Igreja de Cristo”, pontua o bispo da Diocese de Criciúma, dom Jacinto Inacio Flach.

Os fiéis católicos participam da missa da Ceia do Senhor e retornam para suas casas sem fazer o sinal da cruz. A bênção final acontece na Vigília Pascal, às vésperas do Domingo da Ressurreição, quando já se proclama a Páscoa.

Na Sexta-feira Santa, dia de silêncio, jejum, abstinência e oração, não se celebra o sacramento da Eucaristia, a Missa. “Nas celebrações da Paixão do Senhor, é distribuída a Eucaristia, mas ela é uma cerimônia que lembra, sobretudo, a paixão. O momento muito importante que as pessoas fazem muita questão de fazer é o beijo do Senhor Morto ou da Cruz. É um dia reservado ao silêncio e à reflexão sobre a morte de Cristo, e esta morte d’Ele não é apenas uma recordação: na verdade, nós estamos unidos a Ele com a nossa vida. Na nossa vida – como diz São Paulo – nós completamos a paixão de Cristo; nossa vida cotidiana, continuamos, na história, também, nossa paixão e nosso sofrimento, a nossa cruz unida à cruz de Cristo”, explica dom Jacinto.

No terceiro momento do Tríduo, a celebração da Vigília Pascal, com a riqueza de ritos e sinais, inclui a bênção do fogo novo e da água, a renovação das promessas do batismo, o acendimento do Círio Pascal, vela que simboliza a luz do Ressuscitado, e uma série de textos bíblicos que narram a história da salvação e da ação de Deus em favor do seu povo. É a celebração da vitória do bem sobre o mal, da vida sobre a morte. “É a vida nova que sai de dentro da rocha. É a celebração mais solene, mais bonita que se faz durante todo o ano, a noite de Sábado Santo. São vários momentos importantes que são lembrados, mas o grande momento do novo dia que agora está sendo celebrado; esse novo dia vem com a redenção de Jesus: a morte foi vencida pela vida, as trevas darão lugar à luz. Por isso, em muitas igrejas, também são celebrados batismos, que lembram, justamente, isto: nós somos, em Cristo, criaturas novas, passamos da morte para a vida. A Páscoa tem seu auge, seu momento alto na noite santa do Tríduo Pascal”, acrescenta o epíscopo.

A importância de participar de todos os momentos

Dom Jacinto salienta que todo cristão católico deve participar de todas as celebrações que integram a grande celebração do Tríduo Pascal, que rememora a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. “É muito importante que nós, que fomos batizados e fazemos parte da Igreja de Cristo, não afirmemos apenas com palavras que somos católicos e que temos fé, mas saibamos que esta fé precisa ser alimentada com a graça e com a força de Deus. Se olharmos a vida de Cristo, sabemos que Ele, desde pequeno, com seus pais, Maria e José, participava de todas as coisas de sua comunidade. Se o Filho de Deus participou assim da Igreja do seu tempo, nós todos somos chamados a realmente nos revigorar sempre nesta época, porque é o grande momento do ano em que somos chamados a nos converter mais para Deus, para a vida e para o amor ao próximo. Sem esta participação, teremos uma páscoa que não é a Páscoa cristã verdadeira, e sim uma páscoa nossa, do nosso jeito, que não se pode chamar de páscoa. Graças a Deus, em nossa Diocese, vemos uma participação muito grande do povo. A Páscoa deve ser celebrada em comunidade, com os outros e com Deus. Que possamos preparar bem esse grande momento do ano que mais uma vez Deus nos oferece!”, pede o bispo.

Celebrações que serão presididas por bom Jacinto durante o Tríduo Pascal:
Dia 18 – Quinta-feira Santa
20h: Missa da Ceia do Senhor – Catedral São José
Dia 19 – Sexta-feira Santa
15h: Celebração da Paixão do Senhor – Catedral São José
18h: Caminhada do Senhor Morto – Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus até a Igreja Matriz São Donato
Dia 20 – Sábado Santo
20h: Solene Vigília Pascal – Catedral São José

Confira os horários das celebrações nas paróquias da Diocese de Criciúma: http://bit.ly/2P8Mfhw

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Em: Criciúma

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