Criciúma: Morre Antônio Milioli Neto, ex-reitor da Unesc

Toninho, como era mais conhecido, tinha 69 anos e lutava contra um câncer

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Criciúma

Reitor da Unesc entre 2001 e 2009, Antônio Milioli Neto morreu na tarde desta sexta-feira, 19, em Criciúma. Toninho, como era mais conhecido, tinha 69 anos e lutava contra um câncer. O corpo será velado no Auditório Ruy Hülse, na Universidade, a partir das 22h e sepultado neste sábado, 20, no Cemitério Municipal de Criciúma. Uma cerimônia, às 15h, irá anteceder o sepultamento, marcado para às 16h.

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Antônio teve trabalho fundamental na construção da Unesc e no crescimento dela. Ele é filho de Antônio Milioli e Simone Pereira Milioli. Casou-se com Vanilda Ronchi Milioli, com quem teve duas filhas: Danielle Milioli e Karine Milioli (in memorian).

História construída na Unesc

A trajetória de Antônio Milioli na Unesc iniciou em 1971 na então Fucri (Fundação Educacional de Criciúma), quando ingressou na Faciecri (Faculdade de Ciências e Educação) e formou-se em 1975. Os trabalhos de liderança frente à Instituição começaram ainda em 1973, quando ainda muito jovem foi presidente do DCE (Diretório Central de Estudantes).

Logo após concluir a graduação, começou a trabalhar na Instituição, foi professor dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Pedagogia, Engenharia de Agrimensura, Matemática e Biologia, lecionando as disciplinas de Física, Matemática e Estatística.

Toninho foi eleito em pleito direto como diretor presidente da Fucri para o mandato de 1985 e 1986. Após participar da redemocratização da Instituição, em 1993 junto a Edson Rodrigues, assumiu o cargo de vice-reitor da Unesc, continuando na gestão consecutiva até 2001.

Já em 2001, Toninho foi eleito reitor da Universidade, sendo reeleito na gestão subsequente (2005), ficando no cargo até 2009. Ao longo de todos os anos que passou dentro do Campus, acompanhou a evolução e os desafios pelos quais a instituição passou.

Gestão para servir de exemplo

O ex-reitor teve passagem marcante e  trabalho fundamental para a construção e desenvolvimento da Unesc. Antônio esteve à frente do processo que consolidou a Instituição, desde a estrutura física, tecnológica e científica, corpo docente qualificado, cursos de pós-graduação e parcerias internacionais. Alguns importantes prédios foram inaugurados durante suas gestões, como o Bloco S, o Bloco XXI-C, o Bloco do Estudante, o Bloco R, Bloco Q, o Ginásio de Esportes José Antônio Carrilho, as Clínicas Integradas da Saúde e o Bloco T.

Em 1997, a Universidade comportava 12 cursos existentes. Até 2008, durante a gestão de Milioli, a Unesc oferecia 32 cursos à comunidade. Ainda em 2004 foi implantado o Setor de Estágios, com o objetivo de dedicar-se à inclusão de seus acadêmicos no exercício de seus cursos, aliando a teoria e a prática.

Programas que visavam fomentar a pesquisa e a produção estiveram fortemente ligados a gestão de Toninho. Em 2004, foi implatado o PPGE (Programa de Pós-Graduação em Educação), com duas linhas de pesquisa: “Educação e produção do conhecimento nos processos pedagógicos” e “Educação, linguagem e memória”. Outros programas como o PIC (Programa de Iniciação Científica e o Pibic (Programa de Bolsas de Iniciação Científica) também estiveram presentes em sua gestão.

Em 2006, foi implantado pelo Curso de Farmácia, em parceria a Cruz Vermelha e a Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma, a Farmácia Solidária. No mesmo ano, a Unesc recebeu pela primeira vez um grupo de estrangeiros em seu campus, passando a destacar-se no cenário internacional até hoje.

Em 2007, a Unesc iniciou um novo modelo de estrutura administrativa e educacional. Esse processo foi chama de Reforma Acadêmico-Administrativa. Uma grande marca de sua gestão foi a implantação das UNAs (Unidades Acadêmicas). No mesmo ano, foi criada a CPAE (Coordenadoria de Políticas de Atenção ao Estudante).

Ainda em 2007, a ADITT (Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia) foi implantada. Um organismo institucional ligado à Pro-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, que atua como um dos agentes na relação da universidade com a comunidade, visando ao desenvolvimento regional.

Em paralelo à atuação como reitor, ele presidiu a Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais) na gestão 2006-2008.

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