Cortes afetam R$ 750 mil no orçamento do IFSC Criciúma

Instituição já planejou como fará a contenção de despesas para absorver bloqueio de verbas anunciado pelo Governo Federal

Diretor-geral do IFSC Criciúma reuniu a imprensa para detalhar situação
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O corte de 30% do orçamento do custeio das universidades e dos institutos federais, anunciado pelo Ministério da Educação, afetará todas as unidades pelo país, cada uma em uma proporção. No campus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) esse contingenciamento representa R$ 750 mil a menos no orçamento da instituição.

Em entrevista coletiva para a imprensa na sexta-feira, o diretor-geral do IFSC Criciúma, Lucas Dominguini, detalhou de que forma esse bloqueio de verbas pode afetar as atividades do instituto a partir do segundo semestre, que é pra quando o corte está previsto.

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“O orçamento que nós temos para despesas discricionárias, que são as que serão afetadas com esse contingenciamento, foi de R$ 2,52 milhões para o ano de 2019. Desse valor, nós já recebemos 40% no primeiro semestre e, se tivermos mesmo confirmado esse corte de 30% sobre os recursos, teremos algumas ações que serão prejudicadas”, declara Dominguini.

Planejamento para contenções 

O bloqueio de verbas do governo federal para as instituições de ensino não atingirá folhas de pagamento, nem os auxílios que são oferecidos aos alunos carentes, como o vale-transporte e o vale-alimentação. O dinheiro bloqueado é aquele destinado a despesas de custeio e de investimentos. Caso o corte se confirme, o IFSC Criciúma já tem planejado como fará a contenção de despesas.

“Serviço como o de água e luz eu não consigo fazer um corte de 30%, então, no primeiro momento, nós vamos fazer a suspensão das ações de investimentos, como pequenas obras e a compra de livros, equipamentos e materiais”, comenta Dominguini.

“A segunda ação será a redução dos contratos que temos com empresas terceirizadas. São serviços de jardinagem, vigilância, recepção, limpeza, manutenção predial. Em vez de ter uma recepcionista para cada turno, por exemplo, eu deixo apenas em um horário”, exemplifica o diretor.

Se, ainda assim, o recurso disponível não for suficiente, a instituição aplicará o último plano de contenção. “A terceira ação é a suspensão relacionada aos alunos, como os projetos de extensão, de pesquisa, de ensino e de monitoria”, afirma. “Acreditamos que não chegue a esse ponto, mas se houver mesmo o corte de 30%, não teremos como não tomar essas medidas”, acrescenta.

Matéria completa na edição de fim de semana do Tribuna de Notícias

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