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Tiago Monte

Criciúma

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Diante de um adversário mais bem preparado fisicamente, o Criciúma sofreu e perdeu o último jogo treino antes da estreia no Campeonato Catarinense. Com muita marcação e jogando nos contra-ataques, o Hercílio Luz fez 1 a 0 no campo 2 do CT Antenor Angeloni, na tarde deste sábado. A partida foi disputada nos mesmos moldes do confronto de quarta-feira passada, diante do Juventude: três tempos de 30 minutos.

Desta forma, o time considerado titular ficou no empate sem gols, durante 60 minutos. Na última meia hora, com o time todo reserva, o Tigre acabou sofrendo o gol de Victor Guilherme, aos 21 minutos. O time tubaronense manteve alguns titulares em campo. “Hoje ficou bem nítida a superioridade física do adversário. Nosso campo de treinamento é mais pesado, a equipe sentiu um pouco. O jogo ficou mais lento, mas ainda assim foi bom. A gente tem que tirar coisas boas de tudo o que acontece para nos dar parâmetro de atletas e situações. Foi um teste bom, importante para nós”, comentou o técnico Doriva, ao final da partida.

Com uma marcação mais forte, em relação ao teste contra os gaúchos, a partida teve lances mais ríspidos, entradas mais fortes e a distribuição de quatro cartões amarelos. Ainda assim, o treinador do Criciúma não considerou o jogo “pegado” e espera uma disputa ainda maior contra o Figueirense, na quinta. “Esse jogo não foi ‘pegado’, no meu modo de ver. Foi um jogo lento. Até porque o gramado é pesado, é diferente do gramado do estádio. Eu achei que o jogo de quarta, no estádio, foi mais rápido, dinâmico. Hoje, não demos dinâmica, principalmente nos primeiros 60 minutos”, ressaltou.

Poucas chances e muita transpiração

A primeira chance do Tigre aconteceu apenas ao 10 minutos com Eduardo, que arriscou um chute de fora da área, sem direção. Sete minutos mais tarde, Maicon cruzou e Marcinho Júnior cabeceou desajeitado pra fora.

Na segunda etapa de 30 minutos, ainda com os titulares, aos 4 minutos, Marlon foi derrubado pela esquerda. Falta. Daniel Costa cobrou na barreira. Escanteio. Na cobrança, o próprio Daniel bateu e Eduardo desviou na primeira trave, para fora.

A melhor chance do Hercílio Luz aconteceu aos 10 minutos: Lima entrou pela esquerda e cruzou para Valdo Bacabal, mas Bruno Grassi fez uma ótima defesa, na pequena área. “Eles conseguiram encaixar uma chance clara de gol, muito em uma situação de experiência do Lima, que foi mais inteligente para usar o corpo, na hora de tomar a frente. Ele tocou para trás e eles poderiam ter feito o gol. Deu para sentir e a gente sabe que é diferente um jogo oficial. A equipe está em formação e a gente percebe que eles estão na nossa frente fisicamente, principalmente, porque já tem mais estrada de trabalho. Isso faz diferença no início”, enfatizou Doriva.

O técnico carvoeiro fez a primeira mudança aos 11 minutos, com a entrada de Pedro Bortoluzo no lugar de Gabriel Honório. Marcinho Júnior foi deslocado para a direita. “Pedro é um atacante de área. Nós estamos jogando com o Marcinho por ali, improvisado. O Pedro chegou essa semana e eu quis dar esse volume para ele, para ele jogar com o pessoal que, teoricamente, é a base da equipe titular. Então, é importante dar lastro para o atleta. Depois, a gente vai pensar se vale a pena iniciar com ele, se vale a pena entrar no decorrer e fiz também para observar o Marcinho na beirada. Perguntei se ele jogava por ali e ele disse que sim. Então, resolvi dar uma olhada e fiz as duas coisas”, pontuou Doriva.

Com muita marcação e faltas, o jogo caminhou no 0 a 0 até o final do segundo tempo. Aos 29 minutos, Maicon fez boa arrancada pela direita e foi derrubado. Na intermediária. Marlon bateu, a bola desviou na barreira e caprichosamente saiu. “O Maicon foi bem, deu volume ofensivo, mas é lógico que a gente não vai esperar que ele chegue 10 vezes na frente, mas três vezes que ele chegou: sofreu uma falta e deu dois cruzamentos bons. Temos que saber utilizá-lo e aproveitar. A entrada dos dois foi positiva e me deixa com opções”, comentou Doriva.

Time reserva e gol do Hercílio

Na terceira etapa, com o time todo reserva, o Criciúma sofreu com o time misto dos tubaronenses. Aos 14 minutos, a defesa do Tigre errou a saída de bola e Moisés ficou frente a frente com Vinicius, que fez grande defesa. Aos 21 minutos, saiu o gol: Moisés lançou, Victor Guilherme recebeu na área e abriu o placar: 1 a 0. “No segundo tempo (últimos 30 minutos), ficamos muito desconfigurados, a equipe com muitos jovens e eles tem o nervosismo natural de jogar num grupo de profissionais. Ainda assim, acredito que essa experiência é importante”, disse Doriva.

O objetivo agora é fazer os ajustes finais na equipe para estrear na quinta-feira. “Agora é descansar os atletas porque o nosso próximo jogo é de 90 minutos e é competição. Temos que ter outro espírito: competitivo e a gente sabe que vai ter. Com certeza, vamos fazer um jogo muito bom de estreia. É o que a gente espera”, finalizou o treinador.

O Criciúma começou o jogo com Bruno Grassi; Maicon, Sandro, Nino e Marlon; Zé Augusto, Eduardo e Daniel Costa; Gabriel Honório, Marcinho Júnior e Reis. O Hercilio Luz começou com: Tigre; Vinicius, Zé Antônio, Carlão Farias e Deca; Janderson, Rudinei, Jailton e Juliano; Valdo Bacabal e Lima. No terceiro tempo, o Tricolor Carvoeiro teve: Vinicius; Marquinhos, Rodrigo, Jacy Maranhão e Enzo; Jean Mangabeira, Carlos Eduardo e Gustavinho; Reinaldo, Pedro Bortoluzo e Ceará.

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