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Tiago Monte

Criciúma

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Multicampeão representando a Fundação Municipal de Esporte (FME) Criciúma, o paratleta Felipe Formentin, de 22 anos, está com a carreira esportiva parada desde 2017. Devido a lesões e muitas dores, ele não consegue mais sequer treinar. Assim, o jovem tomou uma decisão: adquirir uma prótese para suprir a falta da perna esquerda. “Eu era um cara que, quando estava no meu auge, em 2014 e 2015, dizia que nunca usaria prótese. Eu era forte e ágil, mas foi onde as lesões começaram a ficar mais graves”, comenta.

Desta forma, as lesões prejudicaram não só no desempenho esportivo, mas na qualidade de vida de Felipe. “Eu me lesionava, achava que tinha melhorado e voltava às atividades, mas, na verdade, não tinha melhorado 100%. Em seguida, a lesão voltava mais forte ainda. Desta forma, me afastou completamente dos esportes e interferiu na qualidade da minha vida. Isso me impactou mais: não ficar fora apenas do esporte, que eu amo e preciso, mas interferindo na minha rotina”, destacou.

O custo total da prótese, incluindo passagens aéreas, hospedagem e alimentação, no período que estará em São Paulo, passam dos 100 mil reais. Entretanto, Felipe busca bem menos do que isso: R$ 12,5 mil. “Estou fazendo uma vaquinha na internet, no site vakinha.com. É só uma parte, uma peça. Todo o restante eu vou bancar. Não quero nada de ‘mão beijada’. Definitivamente, não. Eu trabalho e estou economizando para isso, mas eu preciso de uma ajuda para conseguir fazer esse sonho se tornar realidade”, ressaltou.

Além de paratleta no tênis de mesa, Felipe trabalha na área financeira de uma faculdade de Criciúma. Ele acredita que a prótese dará condições dele desempenhar bem as funções do dia a dia e se dedicar mais ao esporte. As lesões prejudicam muito o desenvolvimento do jovem como paratleta. “Na verdade, uma coisa está ligada à outra. Eu parei por conta de lesões, que não melhoram em virtude do esforço físico. A prótese me daria esse repouso que eu preciso. É como se fosse uma ferida, se você ficar ‘cutucando’ todos os dias, ela não cicatriza. Assim são as minhas lesões. Se eu machuco o punho, igual eu preciso dele para andar. Se eu lesiono o joelho, só tenho um para usar, então, ele nunca melhora porque eu não tenho a prótese”, enfatizou.

Terceiro colocado, mesmo sem treinos

Com dores e muita insistência, Felipe foi terceiro colocado no Brasileiro de Tênis de Mesa, no ano passado. O resultado o animou para voltar ao esporte e também buscar a prótese. “Hoje, eu entendo que preciso da prótese para isso. Mesmo com todos os títulos que já tive, nunca passei seis meses sem lesão. E continuidade para o atleta faz muita diferença. Aquele jogador que consegue treinar dois anos, sem parar um dia, ele está na frente de todos. Eu nunca consegui treinar seis meses sem parar por lesão e, ainda assim, tive bons resultados. Imagina se eu tivesse continuidade?”, questionou.

Principais títulos

  • Bicampeão das Paraolimpíadas Escolares (Principal competição da América Latina)
  • Prata no Circuito Mundial na França
  • Troféu Guga Kuerten
  • Já foi 1º lugar no Ranking Brasileiro
  • Campeão do ParaJasc 2017
  • Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2018

Acesse aqui a vaquinha de Felipe

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