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Tiago Monte 

Criciúma

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Um talento descoberto nos projetos sociais e oficinas da Fundação Municipal de Esportes (FME) Criciúma pode fazer história no esporte nacional. A criciumense Bruna Alexandre, a Bruninha, de 24 anos, quer disputar o tênis de mesa nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem. A atleta sofreu a amputação do braço direito aos seis meses de idade, consequência de uma trombose causada por uma injeção mal aplicada. Embora a ausência do membro signifique uma perda natural de balanço e equilíbrio, isso não a impede de disputar em alto nível também as Olimpíadas.

Prova disso ela deu na seletiva para o Pan-Americano. Diante de 15 adversárias da elite nacional, ela conquistou o título da seletiva que valia vaga para a disputa de setembro, em Assunção, no Paraguai. Ainda que já tenha frequentado a seleção olímpica por indicação técnica em outras oportunidades, foi a primeira vez que ela referendou o próprio potencial em uma eliminatória. “Na categoria adulto, na mesa mesmo, foi a primeira vez que conquistei a vaga. Isso é muito importante. Venci adversárias fortes, que jogam frequentemente na seleção. É um sonho realizado”, disse Bruna.

A atleta treina cinco vezes por semana, sempre em dois períodos. Pela manhã, em São Caetano (SP), com suporte do técnico Francisco Arado, da seleção masculina olímpica, e à tarde no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo, com a seleção brasileira permanente, sob comando do técnico Paulo Molitor.

Uma colecionadora de pioneirismos

Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Bruninha foi protagonista da primeira medalha individual do tênis de mesa brasileiro na história dos eventos olímpicos e paralímpicos. De quebra, tornou-se a primeira atleta feminina da modalidade a subir ao pódio, com o bronze individual na Classe 10. Não contente, conquistou outro bronze inédito na sequência, na disputa por equipes das classes 6 a 10, ao lado de Danielle Rauen e Jennyfer Parinos.

Ao lado das mesmas companheiras, levou o Brasil pela primeira vez ao topo do pódio de um Mundial por equipes num torneio das classes 9 a 10 em Bratislava, na Eslováquia, em 2017. Atual número dois do mundo no ranking de sua classe, Bruna é integrante da Bolsa Pódio, a principal categoria do programa Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Está com o caminho pavimentado para representar o Brasil pela terceira vez seguida em uma edição de Jogos Paralímpicos (foi quinta colocada na edição de Londres, em 2012).

Zona de conforto, contudo, não é o forte da atleta de 1,62m, natural de Criciúma. Bruna alimenta desde sempre o sonho de esticar a fronteira imposta pelas limitações.

Confira a reportagem completa na edição desta segunda-feira do Tribuna de Notícias.

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Por: Tiago Monte
Em: Criciúma

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