Um ano depois, o legado da Greve dos Caminhoneiros

Durante 11 dias o Brasil parou devido ao movimento que hoje completa um ano do início. Reflexos de uma das maiores paralisações já vistas no país são sentidas na economia até hoje e poucas melhorias foram sentidas no período

Foto: Arquivo
- PUBLICIDADE -

 

Marciano Bortolin

- PUBLICIDADE -

Criciúma

Há um ano o Brasil iniciava m período de verdadeiro caos. Rodovias bloqueadas, falta de combustível, de alimentos, atendimentos médicos e cirurgias suspensas, preços altos foram apenas algumas das consequências da Greve dos Caminhoneiros que durou 11 dias e foi registrada em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Com a intenção de pressionar o governo do então presidente Michel Temer, principalmente devido ao aumento no preço dos combustíveis, a paralisação acabou gerando impactos que são sentidos até hoje.

No ano passado, a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) fez uma projeção do déficit que a greve iria causar aos municípios. Em maio de 2018, as 12 cidades somaram mais de R$ 20 milhões de arrecadação que segundo estudo, cairia para R$ 12,8 milhões em junho, aumentando para R$ 16,6 milhões em julho. “O reflexo não é imediato, isso se dilui, já que o valor do que deixou de ser vendido vai refletir somente no ano seguinte. Na época fizemos a estimativa de quanto isso iria impactar nos municípios, porém é difícil ver se comprovou porque tiveram outros fatores que contribuíram para um cenário mais negativo”, explica o coordenador do Movimento Econômico da Amrec, Ailson Piva.

Na época, os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) se reuniram para tratar quais as urgências a serem levadas em consideração na diante da escassez de combustível. Entre as principais obrigações, os eles pontuaram a necessidade de priorizar a saúde e a educação. Alguns municípios precisaram suspender as aulas devido à falta de combustível para o transporte, mas uma ajuda mútua foi acordada para garantir as viagens dos mais de 200 pacientes que necessitavam de tratamentos em outros locais.

Segundo levantamento de diversos setores, até o dia 27 de maio de 2018, a paralisação já teria causado prejuízos de R$ 10 bilhões. No caso dos laticínios, o déficit seria de R$ 1,1 bilhão, conforme a Confederação Nacional de Agropecuária. Em maio a produção industrial caiu em 14 de 15 estados pesquisados pelo IBGE, que atribui a paralisação como o principal motivo da queda. Em média, a queda foi de 10,9%.

 “Legado pesado”, diz economista

 Para o economista, Enio Coan, a greve deixou um “legado pesado” para a economia brasileira, com reflexos sentidos mesmo um ano depois. “Até hoje está sendo repercutido na economia. O período custou milhões de dólares para a economia em questão de números estatísticos, que são reais”, diz.

Coan destaca que a greve deixou às claras outro problema da economia do país: a dependência do setor de transportes rodoviários. “Não se pode ter negligência no sentido de atender as legislações que permitam o setor de se manter e também na questão de infraestrutura, manutenção de estradas, tudo que atende o setor”, pontua.

*A reportagem completa você confere no Tribuna de Notícias desta terça-feira, dia 21.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.