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Marciano Bortolin 

Criciúma

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Há 26 anos surgia uma ideia que colocaria Criciúma no mesmo patamar de grandes cidades do país em transporte e logística. Nos moldes de Porto Alegre, o projeto do Porto Seco – Cidade dos Transportes visava mais que apenas contribuir com transportadoras, mas também desafogar o trânsito do maior município do Sul de Santa Catarina. Sem apoio dos órgãos públicos, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina (Setransc), idealizador da iniciativa, viu os anos passarem e o projeto permanecer apenas no papel.

Com mais de 580 mil metros quadrados, a área adquirida na época tinha tudo para ser um rápido sucesso, principalmente pela sua localização, em São João, Primeira Linha, próximo à BR-101, ao lado da estrada de ferro da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), hoje de frente ao Anel de Contorno Viário e ao lado da Via Rápida. Porém, com tantos atributos, lhe falta infraestrutura, o que acaba desanimando os empreendedores que, mesmo com terrenos comprados, não iniciam as construções de suas empresas.

 

Investimento de R$ 5 milhões

Foto: Daniel Búrigo/TN

O principal problema é a falta de pavimentação nas quatro avenidas e nas quatro ruas do terreno, totalizando três mil metros. Levantamento feito pelo sindicato aponta que são necessários em torno de R$ 5 milhões. Ainda sem ajuda do Poder Público, o Diretor Executivo do Setransc, Luiz Cláudio Honorato, diz que, mais uma vez, o sindicato tentará viabilizar parte da obra através dos empresários que já possuem terrenos no local. “Estamos buscando orçamentos com construtoras e com isso em mãos, chamaremos os proprietários para fazer por etapa e eles contribuírem com as pavimentações”, explica.

Porém há um empecilho nesta alternativa: as construtoras só fazem a obra se houver 100% de adesão dos donos de terreno de uma determinada via. “Já visitamos duas vezes os proprietários levando o contrato, o valor, quanto custaria o asfalto à vista ou parcelado, mas o máximo que chegamos foi a 80%. Se houver a adesão, até o sindicato pode contribuir e fazer”, diz.

Hoje, somente o Serviço Social de Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) funciona no Porto Seco em seis lotes doados pelo sindicato.

Nestes mais de 20 anos a única pavimentação, lembra o presidente do Setransc, Lorisval Piucco, foi feita em 2009. São 800 metros conquistados junto ao Estado na administração do então governador Luiz Henrique da Silveira. “Temos tentado com deputados, já que eles têm verba que pode ser destinada, mas até agora não recebemos nada”, fala.

Acesso é outro problema pontuado

Por necessidade de ampliação do espaço, o proprietário da Amaretti Bebidas, Marcos Richetti, já investiu R$ 9 milhões entre o terreno e a estrutura construída no Porto Seco, o que irá gerar 150 empregos. A intenção é tirar a empresa do bairro Raichaski, em Içara, e levar para Criciúma, porém um problema tem lhe incomodado: a falta de segurança no acesso, o que coloca em perigo os condutores dos 70 veículos que entrarão e sairão de sua empresa diariamente. “Comprei o terreno em 2014, pois havia a promessa e que seria feita uma rótula no acesso. Hoje a Prefeitura diz que é inviável. A empresa eu vou levar de qualquer jeito até o final do ano, só que vou pressionar ainda mais o Poder Público para solucionar o problema”, afirma. 

A secretária de Infraestrutura de Criciúma, Kátia Smielevski, cita que estudos técnicos apontam para a impossibilidade da construção do trevo alemão requerido. “É uma decisão técnica. Não dá para implantar ali porque está em um lugar sem visibilidade, pois a poucos metros tem uma inclinação. O que a Prefeitura sugeriu foi fazer os retornos nas rótulas. Para um lado, a 400 metros tem a rótula com o Anel Viário, para o outro, a 600 metros, a rótula com a Via Rápida. Seria a solução ao invés de fazer as conversões diretas, faria nas rótulas, porém a empresa acha que é distante” explica.

Foto: Daniel Búrigo/TN

Uma ação que o Governo da cidade está fazendo, diz Kátia, é a construção de uma pista de aceleração e desaceleração, inclusive com a terraplanagem já finalizada.

Assim como empresário, Piucco também acrescenta o acesso como um problema a ser superado citando, inclusive, acidentes recentes no local. “De uns anos para cá aconteceram alguns acidentes naquela rodovia de acesso e a gente tem pedido para fazer um disciplinamento na entrada. Teve um acidente com duas mortes. Os demais foram danos materiais em função da visibilidade já que no local tem uma subida. Procuramos com a Prefeitura, com alguns técnicos, transportadores e proprietários o rebaixamento da rua que julgamos ser o ideal, mas eles dizem que é impossível porque tem um custo de R$ 200 mil a R$ 300 mil e a Prefeitura não tem dinheiro. Nós pagamos um engenheiro para fazer um projeto para a construção de uma rótula, mas Governo diz que também não dá justamente porque não se tem visibilidade”, fala.

*A reportagem completa você confere no Tribuna de Notícias desta segunda-feira, dia 6

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Por: Marciano Bortolin   Idealizado em 1992, com terreno adquirido em 1993, equipamento que promete impulsionar a economia e ajudar na melhoria do trânsito de Criciúma segue no papel. Problema está relacionado à infraestrutura, cujo investimento gira em torno de R$ 5 milhões
Em: Criciúma

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