Içara registra o maior crescimento no IPM da região

Por outro lado, 14 municípios da Amrec e da Amesc apresentam números negativos na projeção feita pela Secretaria do Estado da Fazenda

Internet será disponibilizada na Praça da Matriz São Donato de Içara. Foto : Lucas Colombo/DN/Arquivo
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Marciano Bortolin

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Criciúma/Araranguá

A saída do frigorífico da empresa JBS de Morro Grande, na Região dos Municípios do Extremo Sul (Amesc), ainda dá resultados negativos. Conforme a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, o município lidera o ranking das maiores quedas no Índice de Participação dos Municípios (IPM). Com 23,9% a menos que o registrado em 2019, o que significa decréscimo de R$ 1,6 milhão. O prefeito do município, Valdo Rocha, enfatiza que a busca por soluções, após a saída da JBS, é constante. “Estamos nos adequando com aquilo que temos. Fizemos um replanejamento, nos adaptamos às receitas que temos. Estamos trabalhando, inclusive tivemos uma reunião nesta semana para tentar reverter. A situação econômica do país também não ajuda a despertar interesse dos investidores. O PIB não cresce nem 2% e isso contribui com a queda de receita para os municípios”, salienta. 

Se não bastasse o IPM, Morro Grande sofre ainda com o retorno de outras fontes como do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “O ICMS caiu 40%, os prejuízos só não foram maiores porque o estado cresceu 12%. Além disso, a previsão é de uma grande queda do FPM para o segundo semestre. “Estamos cortando gastos, trabalhando com aquilo que a gente tem”, conclui.

Junto com Morro Grande, outras cinco cidades do Vale do Araranguá apresentam números negativos: Jacinto Machado (-5,8%), Meleiro (-1,1%), Praia Grande (-2,5%), Timbé do Sul (-0,8%) e Turvo (-3,1%).

O técnico do Movimento Econômico da Amrec e da Amesc, Ailson Piva, lembra que Morro Grande já chegou a gerar riqueza de R$ 200 milhões. “A expectativa para o ano que vem, quando acaba o reflexo desta saída da JBS, será retorno de R$ 20 milhões. No Balneário Rincão, por exemplo, é R$ 40 milhões, Morro Grande vai ser a metade do Rincão em arrecadação”, fala.

*A reportagem completa você confere no Tribuna de Notícias desta quarta-feira, dia 5.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Içara

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