Em testes, planta piloto deve iniciar captura de CO2 em dois meses

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Marciano Bortolin

Criciúma

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Desenvolvido pelos pesquisadores do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) e da Faculdade Satc, o projeto de captura de CO2 iniciou a fase de testes na última semana e deve realizar a primeira captura em dois meses. Para isso, aponta o coordenador do programa, engenheiro Thiago Fernandes de Aquino, diz que é necessário aguardar a chegada de um novo carregamento do material utilizado que vem da China. “O objeto atual é ver o funcionamento como um todo. Os primeiros testes são de funcionamento da planta, capacidade, possíveis problemas associados.

As primeiras avaliações começaram na quarta-feira, dia 19, e ainda servem para entender melhor o funcionamento da planta piloto, verificar modificações e pontos que precisam de ajustes. “Já conseguimos ter uma ideia de estabilidade do sistema que se apresentou relativamente estável neste primeiro teste efetivo. Conseguimos um teste robusto, foi bastante positivo”, comenta Aquino, acrescentando que o teste dura cerca de dez meses.

A equipe de pesquisadores participou de atividades com o engenheiro norte-americano Kent Knaebel, da empresa ARI. Ele foi o responsável pelo dimensionamento da planta, um dos idealizadores do projeto. Durante o teste operacional, a equipe discutiu com o especialista os possíveis resultados que se pretende.

Projetada desde 2012, a planta piloto que vai capturar CO2 é pioneiro e recebe investimentos de R$ 10 milhões, com capacidade para capturar 2,5 toneladas de CO2 por dia. O projeto é desenvolvido através da parceria de engenheiros da instituição com a empresa Adsorption Research, Inc. (ARI) e o National Energy Technology Laboratory (NETL), laboratório ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Investimento

Para produzir a planta, a Satc conquistou R$ 5 milhões junto à Fapesc e outros R$ 5 milhões da Eneva. Nos próximos dez meses a planta piloto será monitorada constantemente pelos pesquisadores. ““Como essa tecnologia, neste modelo, não existe em nenhum lugar do mundo, esses ajustes são necessários. Até agora, o sistema se mostrou estável em relação à queima. Identificamos alguns pontos que precisamos ajustar. Se der certo temos uma boa perspectiva aos custos da captura”, diz o coordenador do projeto”, afirmou Aquino.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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