Chuva gera prejuízo de mais de R$ 4 milhões ao setor produtivo de Morro da Fumaça

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Morro da Fumaça

Um dos municípios da região mais atingidos pelas chuvas do final de maio, Morro da Fumaça registra prejuízo que ultrapassam os R$ 4 milhões em seus setores produtivos. Típico da cidade, o ramo cerâmico foi o mais atingido, com R$ 1,2 milhão de danos. Foram 13 empresas que registram estragos que vão da produção ao maquinário, forçando a paralisação das atividades por até um mês, prejudicando ainda mais o setor.

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Agora o Sindicato da Indústria da Cerâmica Vermelha (Sindicer), busca parcerias para auxiliar os empresários. “Nós como entidade que defende o setor e o associado, estamos indo de encontro com a Defesa Civil Municipal que levará a situação ao Estado que pode ter alguma forma de ajudar as empresas”, comenta o diretor executivo do órgão, Alexandre Zaccaron.

Além das 13 empresas atingidas em solo fumacense, outras seis associadas, mas com sede em Sangão, também sofrerão com o temporal.

Se não bastasse atingir as cerâmicas de forma direta, a precipitação também prejudicou as mineradoras, responsáveis pela matéria prima. Neste segmento, o prejuízo calculado ultrapassa os R$ 2 milhões. “Além dos prejuízos dentro da indústria, vale ressaltar a impossibilidade de mineração, pois as áreas estão alagadas, fazendo com que não haja abastecimento de argila nas cerâmicas. Isso faz, com que as empresas que não possuem estoque sejam diretamente afetadas”, salienta Zaccaron.

A Cooperativa De Exploração Mineral Da Bacia Do Rio Urussanga (Coopemi), estima que as empresas deverão ficar paradas por aproximadamente 10 dias úteis. Os danos atingem máquinas, instalações e frente de lavras que ficaram submersas. “A Coopemi também faz o repasse de insumos como lubrificantes, fitas, entre outros, para o cooperado. Foi verificado que houve uma baixa na saída desses materiais, uma vez que a produção na região foi bastante afetada”, revela o CEO da Coopemi, Marcelo Carvalho.

Na sequência, com o maior dano está o comércio, com perdas ultrapassando os R$ 560 mil que englobam estoques, móveis, veículos e máquinas. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Morro da Fumaça, Fábio Souza, enfatiza que os estabelecimentos nunca foram atingidos por uma chuva como foram agora. “É uma época um pouco mais difícil, ainda acontece isso, prejudica ainda mais”, comenta.

Souza comenta ainda que, a pedido do Governo Municipal, a CDL fez o levantamento em todos os bairros, inclusive naquelas lojas que não são associadas ao órgão. “Agora é preciso buscar alternativas para recuperar o prejuízo, já que a CDL não tem condições de bancar. Talvez tentar um financiamento com juro mais em conta para quem teve estes estragos seja a melhor saída. Uma promoção não resolve, porque gastamos mais ainda e o tiro acaba saindo pela culatra”, pontua.

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Por: Redação
Em: Morro da Fumaça

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