Apicultores da região amargam safra ruim

Alta quantidade de chuva prejudica setor que registra produção 70% menor que a anterior na região

Foto: Lucas Colombo/Arquivo/TN
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Marciano Bortolin

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Criciúma/Içara

Em 2018, o apicultor Ruan Dalazen, de Içara, festejava as boas safras de mel obtidas nas 200 caixas mantidas. Porém, a história não se repetiu neste ano. Na última, de março a maio, chamada de “safra do eucalipto”, ele registrou 40% a menos com relação aos 900 quilos coletados anteriormente. “O problema foi o clima. Muita chuva que acabou nos atrapalhando. Mesmo com mais caixas, a produção foi menor”, comenta.

Mas o içarense não é o único afetado. Todo o Sul do estado obteve uma queda acentuada na última safra: em torno de 70%. O presidente da Associação dos Apicultores de Içara (API) e da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel) e da, Agenor Sartori Castagna, lembra que a média produzida em Içara chega às 400 toneladas, número que não foi alcançado nesta safra. “São em torno de 280 toneladas a menos que o tradicional”, cita.

A associação comandada por Castanha possui em torno de 40 apicultores.

Em condições normais, conforme a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), produziria em torno de 637 toneladas, enquanto a Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc), chegaria a 237 e a Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), 211 toneladas.

O engenheiro agrônomo da Epagri de Içara, Luiz Fernando Búrigo Coan, explica que devido à chuva em excesso, as abelhas não saem das caixas e que, além disso, a água acaba diluindo o néctar das flores. “O período de produção do néctar é muito curto. A principal safra na região é da flor do eucalipto de março a maio, porém choveu muito”, comenta.

Expectativa de recuperação

Mesmo com números que não agradam, Ruan Dalazen não desanima e aposta que a próxima safra, a da primavera, dará resultados melhores que contribuirão para recuperar o tempo e a produção perdida. “Esta próxima safra é a melhor”, enfatiza.

Especialista na área, Coan relata que a expectativa é melhor porque agora a produção de mel depende das plantas nativas. “Onde mais tem mata nativa é próximo da serra”, fala.

*A reportagem completa você confere no Tribuna de Notícias desta quarta-feira, dia 29.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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