Padre Vander: “Preenchendo vazios”

As nossas escolhas na vida, elas preenchem ou não a nossa experiência humana. O que hoje eu estou trazendo para preencher os vazios da minha vida? É sólido. É matéria boa? Durante quanto tempo vai me sustentar de pé? É uma pergunta que é preciso fazer

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O que é um vazio? Se é vazio, é porque não é nada. Está precisando preencher. E o vazio ele é acentuado em algum tempo da nossa vida. A velhice pode ser uma época para isso. De repente a pessoa ficou aposentada, deixou de trabalhar. Ficou aquele vazio. O que ela faz? Ou vai se ocupar de coisas que ao longo da juventude não pode fazer, ou ela vai ficar ali naquela ociosidade. Ou de repente, o que é bom para evitar este vazio? É preencher com coisas boas. Boa leitura. Boa influência.

As nossas escolhas na vida, elas preenchem ou não a nossa experiência humana. O que hoje eu estou trazendo para preencher os vazios da minha vida? É sólido. É matéria boa? Durante quanto tempo vai me sustentar de pé? É uma pergunta que é preciso fazer.

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Uma coisa que falta muito em nós é a dimensão da vida espiritual. Se nós não rezarmos, se não tivermos uma vida espiritual, não é só vir, entrar na igreja e ir embora. Vida espiritual é um conjunto de escolhas que nós vamos fazendo a partir da religião que nós professamos. O contexto de nossa espiritualidade é que nos preenche ou não. Por isso tanta gente insatisfeita com religião, porque a religião não virou espiritualidade. Ela é apenas o cumprimento de um rito. Eu vou para cumprir o rito da missa, mas a missa não virou espiritualidade.

A religião pode preencher o vazio da vida humana, desde que ela se tornou espiritualidade. As coisas do espírito são aquelas que nos jogam para cima, que nos enobrecem as palavras boas que lemos através da bíblia. Nós elevamos o nosso espírito toda vez que uma palavra bendita toma conta de nós.

Rezar a vida. Preencher o coração com uma religião é fazer da vida concreta uma oração. O que eu acredito me leva a agir. Ser amável com quem a gente encontra. Ser acessível ao outro, isso é tão bonito, quando você tem a oportunidade de estabelecer vínculos. Como é bonito a gente querer gente por perto. Como é bonito querer estar perto de pessoas. Porque embora sejamos tão diferentes uns dos outros, todos nós falamos a mesma linguagem, da fragilidade, da dor, do amor. A dias que estamos frágeis e o outro pode nos amar em nossa dor. Há dias que precisamos disso.

Mesmo que não tenhamos a mesma religião, a mesma crença, a mesma cor, mesmo que eu seja pior que você e você melhor que eu, não importa: somos todos iguais nesta noite, somos todos iguais nesta vida. Vivemos processos diferentes, mas as realidades são as mesmas.

Que ninguém fique indiferente.

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