No concurso público, a esperança de efetivos maiores

PMRv a anos convive com número reduzido de policiais, que afeta agilidade nos atendimentos

Foto: Arquivo/Tribuna de Notícias
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Lucas Renan Domingos

Cocal do Sul

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Na manhã de ontem, uma colisão envolvendo uma moto e um carro foi registrada na SC-108, em Cocal do Sul. Os órgãos de segurança foram acionados para atender a ocorrência, mas, segundo populares que estavam no local, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Cocal do Sul, levou longos minutos para chegar até o local. O motivo? A falta de efetivo e viaturas nos postos policiais.

Esse é um problema que se arrasta por anos, afirma o comandante 2ª Comapanhia da PMRv, que engloba os postos de Cocal do Sul, Içara, Guatá e Gravatal, capitão Fabiano Marques. “Há pelo menos uns dez anos estamos trabalhando dessa forma. Isso não é novidade. Todos os dias estamos em contato com os batalhões em busca de maior efetivo, mas não está fácil. A própria Polícia Militar está precisando. E não é uma exclusividade da nossa região essa necessidade e, sim, de todo o Estado”, frisou.

A esperança no acréscimo no número de policiais está no concurso público da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) anunciado em novembro de 2018 pelo então governador Eduardo Pinho Moreira (MDB). Serão mil vagas ofertadas. No mês de maio, foi definida a banca responsável pela realização do concurso, mas a data de lançamento do edital ainda não aconteceu.

“Vai ter essa inclusão de novos soldados, mas, até o momento, não foi nos repassado nenhuma informação se virá policiais para a nossa companhia. Até lá vamos continuar tendo esse problema. Não tem como garantir que vamos ter um maior efetivo se estão precisando de policiais em  toda Santa Catarina”, reforçou.

O atual efetivo dos quatro postos da 2ª Companhia da PMRv possui atualmente 67 policiais. “São 19 em Içara, 17 em Cocal do Sul, 21 em Gravatal e apenas 10 no Guatá. Se você fizer as contas, no Guatá, por exemplo, não daria de montar uma guarnição com três policiais por dia”, detalhou. “Tem dias que é preciso pedir apoio para a PM de Lauro Müller para atender as ocorrências”, pontuou.

 Longas distâncias para poucas viaturas

Não é somente o numero de homens a trabalho nas rodovias estaduais da região que têm atrasado os atendimentos da PMRv. “O baixo número de viaturas também”, evidenciou o comandante. “É apenas um veículo em cada posto da Polícia Militar Rodoviária que eu comando. Não é o suficiente, o ideal seria pelo menos uma duas viaturas por posto”, analisou.

A justificativa para tamanha necessidade em relação ao acréscimo de viaturas é exemplificada nas distâncias percorridas pelos policiais para atender algumas ocorrências. “A viatura de Cocal do Sul vai até Garopaba. A de Içara, às vezes precisa ir até Praia Grande, quase na divisa do Rio Grande do Sul”, destacou o capitão Fabiano Marques.

A forma que a PMRv tem encontrado para contornar a situação é organizar os atendimentos pela gravidade. “Se tiver dois acidentes em uma mesma área, vamos ao que tem vítima em estado mais crítico. Ou, caso alguma outra viatura de outro posto não responsável pela rodovia onde ocorreu o acidente esteja disponível, daí ela presta apoio para atender as duas ocorrências ao mesmo tempo”, explicou.

Se não for possível, até que haja aumento de efetivo e viaturas, alguns casos terão que esperar horas para atendimentos. “Infelizmente tem sido assim. Seria um sonho ter as melhores condições, no momento não é possível. Se acontecer um acidente em Praia Grande e a pessoa ir para um hospital de Passo de Torres ou Torres é quase três horas para atender. Enquanto isso, se houver outro acidente, terá que aguardar. O Corpo de Bombeiros ou o Samu faz o atendimento normalmente e depois vamos mais tarde até o hospital. Esperamos que com o concurso isso possa melhorar”, concluiu.

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