MP denuncia homem por feminicídio em Içara

L.C.F., de 48 anos, acusado de matar a companheira Cheila Regina Tresi, de 32 anos,fou denunciado também ter dificultado a defesa da vítima por meio de tortura

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Matheus Reis

Içara

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O Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC), por meio da 3ª Promotoria de Justiça (PJ) da Comarca de Içara, denunciou L.C.F., de 48 anos, acusado de matar a companheira Cheila Regina Tresi, de 32 anos, por homicídio qualificado. Além da circunstância qualificadora de feminicídio, que é o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, o MP pede que F. responda, ainda, pelas qualificadoras de tortura ou meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima. Cheila foi encontrada morta na madrugada de 13 de fevereiro, no Bairro Barracão.

A denúncia já foi encaminhada ao Poder Judiciário da Comarca de Içara, que a recebeu no dia 18 de março e deve, nesta semana, intimar a defesa do homem para se manifestar. A partir da manifestação, é designada uma audiência para ouvir o réu e também as testemunhas. Na denúncia oferecida pela 3ª PJ de Içara há, pelo menos, oito testemunhas.

Justificativas

O promotor de justiça que assinou a denúncia, Fernando Rodrigues de Menezes Júnior, justificou as circunstâncias qualificadoras. Segundo Menezes Júnior, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o denunciado realizou a tortura por longo período e sem que a vítima pudesse esboçar qualquer reação, já que fazia uso de medicamentos controlados e estava acamada. O promotor alegou ainda que, durante a tortura, F. desferiu inúmeros golpes violentos contra o rosto, cabeça, tronco e membros de Cheila por meio de instrumento contundente, o que lhe causou diversos traumas e várias lesões dispersas pelo corpo. A vítima também apresentava, conforme exame cadavérico, queimaduras de 1º grau.

MP se manifesta contra pedido de internação

O acusado L.C.F. está preso preventivamente desde 18 de fevereiro, no entanto, a defesa pede a revogação da prisão, alegando que a liberdade não apresentaria prejuízo à ordem pública. Além disso, eles postulam pela internação em clínica para fazer tratamento de saúde indicando uma possível insanidade mental, contudo, o MP entende que os pedidos devem ser indeferidos.

De acordo com o promotor, “não se faz minimamente lógico o pedido de internação para tratamento”, já que diante do depoimento prestado à Polícia Civil durante a prisão, ele não deu “sinais de enfermidade mental que o torne incapaz de entender o caráter ilícito de suas ações”.

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