Lideranças do Extremo Sul buscam qualidade na energia elétrica

Este é um dos problemas que afetam o desenvolvimento dos municípios do Vale do Araranguá

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Uma das reclamações constantes de lideranças empresariais da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarina (Amesc) está relacionada com a qualidade da energia elétrica que tem, entre outras coisas, prejudicado o desenvolvimento da região, já que impede que novos negócios surjam no local. Pleito da região, a Celesc promete investimentos nos próximos anos, visando à melhoria da distribuição.

O presidente da Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (Aciva), André Pietsch Serafin, destaca que o debate não é focado no preço, mas realmente na qualidade do serviço oferecido aos 15 municípios. Não falamos nem em preço, mas em qualidade. É normal uma empresa estar operando e parar tudo. Daí precisa parar a produção, começar de novo, gerando um grande desperdício, queima equipamentos”, pontua.

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Entre os casos recentes, ele lembra que um empresário que possui máquinas de origem italianas que queimaram devido ao problema. “Este caso ocorreu no início deste ano e até chegar aqui demorou em torno de 60 dias, gerando prejuízo. Este é o custo que temos no dia a dia”, salienta.

Para ele uma das soluções é a colocação de um novo transformador entre Araranguá e Balneário Arroio do Silva. “A Celesc faz investimentos, mas o sul foi esquecido. Levamos as demandas à bancada do Sul e a nossa expectativa é que isso saia do papel o quanto antes”, completa.

A melhoria na qualidade da energia faz parte das demandas apresentadas pelas lideranças do Vale do Araranguá aos deputados da Bancada do Sul em encontro realizado em abril. Os pedidos são a construção de uma subestação próxima ao trevo de acesso ao Balneário Arroio do Silva e aquisição de um transformador de 26 MVA.

Para o presidente da Amesc e prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, municípios atendidos por cooperativas, como é o caso de Praia Grande, Jacinto Machado e Turvo, os problemas quase não existem, porém, na parte que depende do Governo do Estado, ou seja, da Celesc, necessita de investimentos. “Se não houver energia em abundância, não vai haver investimentos. Mas o governo está sensibilidade para isso e não vai ter dificuldade em nos atender. Temos buscado junto ao Estado e creio que não teremos problema quanto a isso”, fala.

O presidente da Associação Comercial e Industrial (Acis), Gustavo Veiga, é outro que lamenta as dificuldades. “A energia elétrica é fundamental e nós enfrentamos um sério problema. Temos relatos de empresários que não trocam o maquinário devido à energia. Não se atualizam por não ter uma energia constante”, enfatiza.

Celesc prevê obras de melhorias

Através de nota, a Celesc diz que acompanha a situação do abastecimento de energia elétrica no Extremo Sul do estado, onde tem registrado, descreve a nota, crescimento da demanda por mais energia devido à implantação de novas plantas industriais, especialmente em Araranguá, além do crescimento do número de unidades consumidoras na região dos balneários. “Por conta deste crescimento, além de intensificar obras de manutenção e reforma da rede elétrica, também está investindo na expansão do sistema”, descreve o texto.

Atualmente, a empresa está instalando um novo alimentador em Araranguá, que vai permitir a melhor distribuição da carga existente, atendendo metade das unidades consumidoras por um alimentador e a outra metade pela nova rede e oferecer, assim, energia de maior qualidade. “Com a divisão, a empresa também passa a contar com um sistema com mais confiabilidade e, caso ocorra algum problema em um alimentador, terá a possibilidade de manobrar a carga para o que está operando normalmente e reduzir o tempo de desligamento”, relata.

Entre os municípios de Ermo e Sombrio está prevista para o ano que vem, conforme a Celesc, a implantação de uma nova Linha de Distribuição de 69.000Volts, com 11 quilômetros de extensão, que vai melhorar o atendimento da região de Sombrio, Praia Grande, Passo de Torres, Balneário Gaivota, Santa Rosa do Sul, entre outras cidades. “Além destas duas obras, já consta no planejamento da empresa a construção de uma nova Subestação entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá. A nova subestação vai fortalecer o sistema com ampliação de 50% da capacidade instalada para distribuição de energia elétrica para a região. A previsão é concluir esta subestação em 2022”, completa a nota.

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