Criciúma: forças-tarefas participam de simulado

Mais de 100 bombeiros estiveram mobilizados ontem em Criciúma no treinamento para Intervenção em Áreas Deslizadas

Foto: Lucas Colombo/Tribuna de Notícias
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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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Uma van contendo sete vítimas foi soterrada na noite dessa segunda-feira, 17, em Criciúma. Mais de 40 bombeiros de cinco forças-tarefas de Santa Catarina foram acionados para atender a ocorrência. A terra atingiu o veículo depois de um desmoronamento causado por fortes chuvas na região. Mas, felizmente, o fato não passou de uma simulação de treinamentos para Intervenção em Áreas Deslizadas (IAD), realizado pelo Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC).

Pela primeira vez, o município recebeu o curso de certificação de IAD. A organização ficou a cargo do 4º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM). “Esses homens possuem formações para atuar em áreas de desastres. São equipes preparadas para atender situações adversas que fogem da capacidade dos atendimentos locais”, afirmou o capitão Renan Fernandes, responsável pelas informações ao público durante o simulado.

Ao todo, no Estado, são 14 forças-tarefa. Cinco estavam em Criciúma nessa segunda-feira. São elas as forças-tarefa Lages, São José, São Miguel do Oeste, Balneário Camboriú e Xanxerê. A missão era resgatar as sete vítimas. Às 20h de ontem eles iniciaram os trabalhos.

“Trouxemos para cá os 40 homens melhores ranqueados em atendimentos desse tipo que temos em Santa Catarina. Nossa programação é de aproximadamente cinco horas de trabalho”, projetou o coordenador das forças-tarefas do CBMSC, tenente coronel Walter Parizotto.

Quase dez anos de preparação

Segundo o coordenador, a importância desse tipo de treinamento de explica pela gravidade das situações reais. “Os deslizamentos são os desastres mais mortais no Brasil. Aqui em Santa Catarina tivemos exemplos de Timbé do Sul, em 1995, e em 2008, no Vale do Itajaí. Somos um estado suscetível a esse tipo de ocorrência e quando elas ocorrem, temos que estar totalmente preparados”, disse Parizotto.

Ele lembra que a formação das forças-tarefas no Estado vem ocorrendo desde os desastres no Vale do Itajaí. “É uma das primeiras simulações que estamos fazendo com as equipes totalmente prontas. Nosso foco aqui é treiná-los para atuar de maneira ágil, com seguranças e no menor tempo possível. Isso gera menos custos ao Estado, menos riscos para a tropa e menor sofrimento para os familiares”, detalhou.

Até mesmo o psicológico é trabalhado. “A nossa cultura é de realizar buscas até a última vítima. Não é à toa que em Brumadinho a procura ainda segue. E manter uma equipe motivada em buscas de corpos não é uma tarefa simples”, acrescentou o tenente-coronel.

Um forte aparato foi utilizado na simulação. Carros tracionados, drones, cães farejadores e até o ônibus Auto Posto de Comando (APC) de Florianópolis estava presente. “É um veículo exclusivo com internet própria, repetir de sinal de rádio e outras tecnologias. Um ônibus autônomo onde fica a central de comando da operação”, contou o capitão Fernandes.

A ação avançou durante a madrugada. A expectativa era de que os trabalhos fossem concluídos até ás 2h30 da madrugada desta terça-feira. Após isso, as forças-tarefas retornariam para suas sedes. “Tudo isso faz parte do treinamento. Desde o deslocamento deles, passando pela intervenção, depois a limpeza dos equipamentos e a chegada até suas cidades novamente. A intenção é deixar a simulação o mais próximo do real possível. São 40 homens em ação, aproximadamente. Mas todo o simulado envolve mais de 100 pessoas”, comentou o capitão.

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