Eduardo Moreira encerra governo com redução do déficit do Estado

No Sul, maior legado do ex-governador é a inauguração da ala materna do HMISC, em Criciúma, depois de 21 anos

Foto: Agência Alesc
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Matheus Reis

Florianópolis

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Depois de pouco mais de 10 meses à frente do Governo, Eduardo Pinho Moreira (MDB) entrega a gestão de Santa Catarina para Carlos Moisés da Silva (PSL), empossado ontem como governador. No trabalho para enxugar a máquina pública e dar prioridade para saúde e para a segurança pública, Moreira deixa o Governo com uma redução do déficit do Estado, que girava em torno de mais de R$ 2 bilhões para apenas R$ 500 mil. Reconhecendo que assumiu a gestão em um período de recessão sem precedentes na história catarinense, o ex-governador garante que entrega um Estado governável.

Segundo Moreira, quando assumiu a folha estava ultrapassando o limite legal, situação que foi contornada com gestão eficaz. “Tínhamos R$ 2 bilhões e 50 milhões de déficit. Para que se entenda, significava que faltava tudo isso diante que tudo que arrecadávamos para fechar o ano. Nuvens sombrias se apresentavam, mas com contenção, e em um ano difícil, por ser eleitoral, nós demos a volta. Além da redução para R$ 500 mil, estamos cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, passando de 49,73% para os atuais 48,87% o limite de gastos com folha de pagamento”, aponta o ex-governador.
Para que os resultados fossem alcançados, Moreira esclarece que, depois de maio de 2018, nenhuma nova despesa foi feita pelo Estado. “Nossas melhorias foram consideráveis e deixamos o Governo para que o Moisés e a vice-governadora Daniela Reihner possam continuar o trabalho”, acrescenta.

Fechamento de ADRs

O ex-governador também desativou 15 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) e quatro secretarias centrais — seu primeiro ato de governo, que gerou economia de aproximadamente R$ 30 milhões — e afirmou que houve uma recuperação da economia catarinense, com um crescimento da arrecadação de 7,88% no acumulado de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Redução das dívidas da Saúde

Especificamente em relação à Saúde, Moreira salientou que o Executivo repassou , no período, os 14% da receita líquida à pasta, determinados pela PEC da Saúde, e isso garantiu um investimento na área 14,07% maior em relação a 2017. Moreira também afirmou que a dívida do setor foi consideravelmente reduzida, passando de R$ 1,08 bilhão para algo entre R$ 600 e R$ 700 milhões.

Números positivos na Segurança Pública

Na Segurança Pública, a redução nos homicídios foi de 22,1% até o dia 11 de dezembro. Latrocínios (-33%), lesões corporais seguidas de morte (-32%) e feminicídios (- 19%) também registraram quedas significativas. Nos crimes contra patrimônio, houve queda de 31,2% nos roubos e de 16,5% nos furtos.

Legado no Sul: ala materna do HMISC

No Sul do estado, um dos maiores legados do período em que Eduardo Moreira esteve no Governo em 2018 é a inauguração da ala-materna do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. Depois de 21 anos de esperas e entraves, a instituição pôde ser concluída. Com a melhoria, o local deixou de realizar apenas os atendimentos pediátricos, passando a contar também com o serviço de maternidade, tornando-se efetivamente “materno-infantil”, como idealizado no fim da década de 90.
O trabalho contou com o apoio do secretário de Estado da Saúde Acélio Casagrande. A Secretaria investiu R$ 3,6 milhões para a finalização da obra. Agora, por mês, R$ 3,2 milhões serão enviados pelo Governo para o custeio da instituição.

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