Edson da Soler: “Mãe não é estado civil”

Mães são pessoas que criam os filhos, acompanhadas ou não, simplesmente porque mães se assumem desde o início, ao passo que muitos pais se negam a arcar com o que lhes cabe e, pior, com a conivência de muita gente. O estado civil das pessoas não diz absolutamente nada a respeito de seu caráter.

Foto: Camila Marini/DN
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Por incrível que pareça, ainda existe muita gente que condena as mulheres que engravidam sem estarem casadas, culpando-as por uma responsabilidade que não é só dela. Embora seja a mulher quem abrigará o filho em seu corpo, aquele ser humano que se desenvolve é resultado do ato de duas pessoas. Mas, como é a mulher que empresta toda a sua força, é sobre ela que os olhares de acusação se voltam. É como se coubesse somente à mulher os cuidados e responsabilidades para que a gravidez indesejada fosse evitada, como se o homem se isentasse naturalmente de qualquer participação na concepção. É assim atrelamos um “solteira” junto à qualidade de mãe, enquanto os pais, também “solteiros”, parecem sair ileso frente aos atrasos que se juntam ao preconceito nos discursos de muitos. O Papa Francisco não poderia ter sido mais feliz e nobre em sua colocação sobre mãe não ser um estado civil: mães são pessoas que criam os filhos, acompanhadas ou não, simplesmente porque mães se assumem desde o início, ao passo que muitos pais se negam a arcar com o que lhes cabe e, pior, com a conivência de muita gente. O estado civil das pessoas não diz absolutamente nada a respeito de seu caráter.

 

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