Daniel Freitas assume coordenação da Frente em Apoio ao Carvão Mineral

O colegiado tem como desafio a articulação e criação de políticas públicas para o setor, que envolve diretamente os três estados da região sul.

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O deputado federal Daniel Freitas (PSL/SC) assumiu, na tarde desta terça-feira (28), a presidência da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, realizada no auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados. Natural da cidade de Criciúma, conhecida como a Capital Brasileira do Carvão, sua história familiar confunde-se com a trajetória das minas de carvão, tendo em seu subsolo uma das maiores reservas minerais do país.

O colegiado tem como desafio a articulação e criação de políticas públicas para o setor, que envolve diretamente os três estados da região sul. Segundo o Deputado, a frente tem sido coordenada de forma suprapartidária por parlamentares, com o imprescindível apoio dos empresários e sindicatos do setor. “Sabemos do potencial do nosso subsolo e o quanto é urgente aproveitá-lo para o bem do Brasil”, ressalta.

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Os recursos de carvão mineral conhecidos no Brasil, somam um total de 32 bilhões de toneladas, localizados nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que representam 42% do total dos recursos energéticos nacionais. O carvão mineral foi responsável por mais da metade do acréscimo de energia nas últimas décadas. Em termos de energia, o século XXI, até agora, foi construído pelo carvão. A contribuição do carvão, sozinho, no século, é comparada à energia nuclear, renovável, óleo e gás combinados. Desde 2000, o mundo dobrou a capacidade instalada em carvão que chegou a cerca de 2000 gigawatts (GW), localizados principalmente na China e Índia.

“A participação de carvão na matriz de energia primária mundial em 2018 alcançou 28%, representando 38% da energia elétrica gerada. O carvão mineral é a mais acessível e confiável das fontes energéticas. O Brasil, nos próximos 20 anos, precisa dobrar seu parque de geração de energia elétrica. Com a necessidade das usinas térmicas e de produzir gás no Brasil, o carvão nacional, maior recurso energético brasileiro (66,7% do total), tem que estruturar ações que visem a sua inserção definitiva na matriz energética brasileira. Queremos modernizar esses parques, com enfoque no meio ambiente e na potencialização de todos esses investimentos. O suporte tecnológico virá da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia; e do Ministério das Minas e Energia”, avalia Freitas.

Enquanto nos países em desenvolvimento, o mais importante combustível para geração de energia elétrica tem seu papel de importância preservado e ampliado pelas próximas décadas, no Brasil, apesar de sua importância em termos de reservas, o carvão é vagamente lembrado. Recente estudo desenvolvido pela Agência Internacional de Energia – IEA, afirmou que há a necessidade de ampliar o uso de tecnologias avançadas para melhorar a performance ambiental da produção e do uso do carvão mineral, de maneira que continue a ser um combustível de baixo custo na geração de energia elétrica e na indústria.

Presente na cerimônia, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que serão investidos R$ 400 bilhões na diversificação das matrizes energéticas do Brasil. “Esperamos que as novas usinas de carvão mineral possam fazer parte do plano de expansão, garantindo a segurança energética do nosso país”, frisou o Ministro.

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