Criciúma: pesquisadores do CTSatc desenvolvem ações para preservar palmito

Mudas da planta ameaçada de extinção estão sendo produzidas no horto da instituição

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Ele integra a lista de espécies da flora brasileira que estão ameaçadas de extinção. O palmito, apreciado na culinária, tem relevância ainda maior para a fauna regional. O corte indiscriminado e a falta de consciência ambiental são alguns dos fatores que podem fazer com que a planta desapareça. Para tentar reduzir um pouco desse impacto, pesquisadores do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) iniciaram a reprodução de mudas.

Sementes da planta foram recolhidas para a reprodução. A intenção é utilizar as mudas para o plantio no remanescente florestal da Satc. Os pesquisadores também querem estimular a consciência ambiental, alertando para o problema. “Infelizmente o corte é feito de forma desordenada antes da primeira florada, inviabilizando o reestabelecimento da espécie naquele espaço”, ressalta o biólogo Mauro Zavarize.

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Essa retirada ilegal, além de ser crime previsto em lei, causa um prejuízo ambiental ainda maior. O Euterpe edulis Mart., nome científico do palmito, demora entre sete e dez anos para frutificar. “Se for derrubada antes, a planta não completa seu ciclo reprodutivo e inicia um processo de extinção”, pondera o engenheiro agrônomo Daniel Pazini Pezente.

Outra situação grave apontada pelos pesquisadores é a frutificação no outono e inverno. “Nesse período, a maioria das árvores não está frutificando, e as frutas do palmiteiro são fundamentais para a alimentação de várias espécies. Sem esse alimento, muitas aves podem migrar para outras regiões e não voltar mais”, argumenta o biólogo.

Natural da Mata Atlântica, o palmito foi considerado “Em perigo” de acordo com a lista vermelha das espécies ameaçadas em desaparecer do Brasil. Ela integra a Instrução Normativa nº 6 do Ministério de Meio Ambiente, publicada em setembro de 2008. Antes abundante em toda a região, está se tornando cada vez mais difícil encontra-lo. Para os pesquisadores, o corte indiscriminado é o fator mais grave, porque interrompe o ciclo de reprodução da planta, comprometendo todo o ecossistema regional. “O produtor rural, que deseja cortar a planta tem que fazer o plano de manejo para a extração de maneira ordenada, sem prejudicar a espécie”, aponta Zavarize.

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