Criciúma: ministro defende futuro sustentável para setor energético

Durante visita à Satc, ministro Bento Albuquerque conheceu projeto inédito na América Latina

Foto: assessoria de imprensa Satc
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Buscar tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável no setor energético. “O nosso futuro é sustentável. É isso que o mundo precisa, de menos carbono. O Brasil é exemplo, 50% da energia é renovável. Tenho muito orgulho de conhecer um projeto como este”, afirmou o ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque. Nesta sexta-feira (24), ele conheceu a planta piloto que vai capturar o CO2 e deu início à fase de testes. A planta piloto faz a captura de carbono na geração de usinas térmicas e de biomassa. É inédito na América Latina e foi desenvolvido por pesquisadores da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera (Satc) em parceria com a Eneva S/A.

Acompanhado de secretários do MME, Bento Albuquerque conheceu um pouco dos laboratórios da Satc, que comemora 60 anos de fundação em 2019. Ele também recebeu informações sobre a cadeia produtiva do carvão mineral. “Acho fundamental esse envolvimento entre a indústria e a pesquisa, principalmente envolvendo a inovação”, ressaltou. A visita a Criciúma foi intermediada pelo deputado federal Daniel Freitas (PSL).

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Os estudos envolvendo a captura de carbono iniciaram em 2013 na instituição. “Estamos desenvolvendo uma tecnologia para mitigar a emissão de gases e reduzir custos de energia. Isso vai tornar cada vez mais viável a geração de térmicas”, destacou o diretor executivo da Satc, Fernando Luiz Zancan.

A indústria carbonífera espera que o Governo Federal defina uma política para o setor. “A vinda do ministro é fundamental para que ele tenha mais dados sobre o setor. Hoje, temos mais de 100 mil pessoas envolvidas, direta e indiretamente, na cadeia produtiva”, explicou o presidente do Conselho de Administração do Sindicado da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (Siecesc), Valcir Zanette.

Pesquisas inovadoras

A planta piloto entra agora na fase de testes. O investimento no projeto é de R$ 10 milhões, recursos oriundos da Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e da Eneva.

“Essa fase é importante porque vamos fazer os ajustes, otimização e verificação de todo o sistema”, explicou o coordenador do projeto Thiago Fernandes de Aquino. O suporte de empresas regionais, como a Icon e a Wolfer Automação, foram importantes para solucionar problemas eventuais.

Desde 2013, os pesquisadores do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) se debruçam sobre os estudos e contam com o apoio da empresa norte-americana Adsorption Research, Inc. (ARI) e do National Energy Technology Laboratory (NETL), laboratório ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, para desenvolver uma planta que reúne características inéditas. O projeto utiliza um material sólido, as zeólitas – que são adsorventes – como uma espécie de filtro. Hoje as zeólitas utilizadas no estudo são importadas, mas a intenção é produzir a partir das cinzas do carvão mineral.

O interesse do Governo Federal em pesquisas aplicadas é algo que a equipe do Centro Tecnológico já vem desenvolvendo. “Nosso foco é buscar problemas reais, que estão na indústria, e tentar apresentar soluções”, destacou o coordenador do CTSatc, Luciano Biléssimo.

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