Criciúma: Polícia Federal deflagra Operação Perfídia

Operação apura existência de esquema fraudulento envolvendo depósitos judiciais. Oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva foram cumpridos em Criciúma, Cocal do Sul e Urussanga

Foto: Suelen Bongiolo/DN
- PUBLICIDADE -

Criciúma

Reportagem atualizada às 11h35min

- PUBLICIDADE -

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 9, a Operação Perfídia, que apura a existência de esquema fraudulento envolvendo depósitos judiciais trabalhistas. O esquema teria o envolvimento de servidores públicos, que desviavam e se apropriavam, mediante falsificação de alvarás e ofícios judiciais, de montantes depositados em contas bancárias vinculadas a processos em trâmite na 2ª Vara do Trabalho de Criciúma.

A operação contou com a participação de 38 policiais federais, que realizaram diligências em três municípios da região: Criciúma, Cocal do Sul e Urussanga. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Criciúma. Houve, ainda, determinação judicial de bloqueio de bens e valores dos investigados, visando salvaguardar a reparação do dano sofrido, além do afastamento cautelar do exercício do cargo público em relação a um dos investigados.

Conforme levantamento parcial feito pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 12ª Região, que abrange Santa Catarina, o esquema teria sido operado entre 2010 e 2018. Foram desviados R$ 10 milhões, com utilização de pessoas e empresas da organização criminosa para movimentar os recursos. Entretanto, a estimativa é que esse valor seja ainda mais alto.

Descoberta dos desvios

Conforme informações divulgadas pelo TRT-SC, o desvio de recursos foi descoberto no início de julho de 2018, por juízes e servidores da 2ª Vara do Trabalho de Criciúma. O caso foi denunciado à Corregedoria do Tribunal, que requereu a abertura de inquérito à Polícia Federal.

O TRT-SC abriu ainda uma sindicância para apurar o caso, podendo resultar na perda do cargo público dos investigados, caso comprovada a autoria do crime. Já no inquérito policial instaurado para apuração dos fatos, os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de peculato e formação de organização criminosa, cujas penas máximas somadas podem chegar a 20 anos de prisão.

Perfídia

O nome da Operação, Perfídia, faz referência ao ato de deslealdade cujos indícios indicam que teria sido praticado pelos servidores públicos investigados, que ocupavam cargos de confiança, mas teriam agido com dissimulação e traído a confiança neles depositada.

Com informações da Polícia Federal e TRT-SC

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Em: Criciúma

NOTA: O DN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.