Empresário cria site para candidatos receberem doações

Ideia nasceu após norma que proíbe empresas de contribuírem para campanhas políticas

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Matheus Reis

Criciúma

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Em 2018 as empresas permanecem sem poder contribuir para as campanhas políticas. Pensando numa forma de captar recursos financeiros para candidatos, o empresário Tiago Bez Hahn criou um site que, por meio de financiamento coletivo, permite que eleitores façam doações via cartão de crédito do próprio CPF para seus pretendentes políticos. É o doacaoeleitoral.org, que começa a rodar dia 15 de maio, data permitida para que os pré-candidatos recebam verba para as campanhas.

De acordo com Hahn, O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabeleceu o mercado para quem quisesse abrir uma empresa de financiamento coletivo. Partindo disso, ele, que trabalhou com marketing político em 2016 na campanha de Angela Amin (PP), em Florianópolis, deu continuação à ideia.

Para receber doações, o candidato se registra no site e recebe o valor dado pelos seus simpatizantes. O eleitor entra no site, coloca o nome do candidato, escolhe o valor a ser doado e a doação está feita. O recibo será mandado por e-mail. A prestação de contas relativas a todas as doações eleitorais é feita automaticamente pelo site junto ao TSE.

Redes sociais

Ao cadastrar-se no “Doação Eleitoral”, o candidato receberá um link próprio com seu nome, e quando compartilhá-lo os eleitores irão direto para a página de doação. Desta forma é facilitada a campanha para arrecadar o fundo por meio das redes sociais. O político tem acesso, ainda, a um painel de controle onde monitora em tempo real o calor recebido.

Segundo o especialista, as pessoas só podem doar 10% da sua renda bruta auferida no ano anterior. “Mesmo que a pessoa queira doar os as 10% para um candidato, ela não pode oferecer mais de R$1.064 mil. Este é o limite para cada político”, explica.

Ainda que as doações iniciem no mês que vem aos pré-candidatos, eles só podem movimentar o valor ao se tornarem candidatos. Além disso, o valor precisa ser depositado em algum banco fiscalizado pelo Banco Central. “Se a candidatura não se confirmar, o valor precisa ser devolvido”, alerta Vanderlinde.

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Em: Criciúma

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