Processos na Comarca de Urussanga levam até três anos para receber sentença

Juíza diretora do Foro defende que criação de nova Vara já aliviaria demanda. Tribunal de Justiça não dá prazos para mudanças

Foto: Lucas Colombo/DN
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Matheus Reis
Urussanga

Três anos. Este é o tempo aproximado que um processo judicial demora a ser sentenciado no Foro da Comarca de Urussanga. Atualmente, 22.330 processos circulam pelo local que, além do município, atende, ainda, Morro da Fumaça e Cocal do Sul. Em contraponto ao número, em torno de 300 audiências são realizadas ao mês nas duas Varas da comarca, ou seja, supondo que cada audiência tenha uma sentença, o que sabemos que não ocorre, seriam necessários mais de seis anos para que todos os processos fossem concluídos. Isto, contando que nenhuma nova ação fosse instaurada.

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Mesmo que o Poder Judiciário tenha se adaptado e adotado a virtualização de processos como forma de dar celeridade, a demanda ainda é muito grande, o que de acordo com a juíza diretora do Foro, doutora Karen Guollo, impede a agilidade. Para a magistrada, alguma solução precisa ser tomada para que a situação não piore.

Uma das possibilidades seria o desmembramento de algum dos municípios da comarca. A criação da Comarca de Morro da Fumaça, por exemplo, já foi reivindicada. Em abril deste ano, a deputada estadual Ada de Luca (MDB) solicitou em ofício junto ao presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Rodrigo Collaço, a criação do local.

Contudo, a criação de uma nova Vara, por ora, já seria o suficiente, segundo a juíza Karen Guollo. “Cada município é responsável por um percentual de processos que estão tramitando. Logo, se qualquer município deixar de integrar a Comarca, consequentemente diminuirá o número de processos, com agilidade na tramitação dos demais. Mas, neste aspecto, a criação de mais uma Vara seria a solução menos custosa”, explica.

Confira a reportagem completa na edição desta segunda-feira, 9, do jornal Diário de Notícias. 

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Por: Matheus Reis
Em: Urussanga

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