SC-442 não deve ficar pronta em 2018

Deinfra explica que um novo projeto precisa ser feito para a construção de um viaduto. Somente após aprovação e licitação que a obra é retomada

Foto: Lucas Colombo/DN
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Matheus Reis

Cocal do Sul/Morro da Fumaça

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A finalização da pavimentação da Rodovia João de Rochi (SC-442), que liga os municípios de Cocal do Sul e Morro da Fumaça não deve ficar pronta em 2018. Ao menos é nisso que acreditam os prefeitos Ademir Magagnin (PP) e Noi Coral (PP). Isto ocorre porque a obra precisa de um novo processo de licitação, que segundo eles, fica proibido a partir de sábado, 7, por conta do período eleitoral, atrasando ainda mais os planejamentos. O impasse se arrasta desde o ano passado porque a Ferrovia Tereza Cristina (FTC), solicitou a construção de um viaduto sobre a estrada de ferro, o que torna a obra mais cara. Outra opção seria cortar o distrito fumacense de Estação Cocal, no entanto, os moradores da localidade são contrários às mudanças do projeto.

Desde que foi finalizada a pavimentação de um trecho de 11 quilômetros com investimento superior a R$ 20 milhões a um ano nada mais foi feito. A conclusão, inclusive, só foi possível graças a uma parceria do Governo do Estado e da Cerâmica Eliane, que abateu os recursos de impostos repassados ao Estado.

Reunião em fevereiro

Segundo o prefeito de Morro da Fumaça Noi Coral, a última reunião para tratar do assunto ocorreu em fevereiro, quando o deputado estadual Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, ainda estava no comando da secretaria de Estado da infraestrutura. “Na época eles nos apresentaram um projeto, mas pediram que não fosse divulgado. A FTC permitiu, segundo eles, que o asfalto chegasse aos trilhos desde que fosse respeitado os 20 metros pertencentes a eles nos dois lados. Em contrapartida eles executariam o projeto. Mas depois disso não soubemos mais de nada. O tempo está muito apertado. Não dá mais tempo”, lembra Coral.

O prefeito de Cocal do Sul Ademir Magagnin reitera que não crê que as obras reiniciem este ano. “Não tem mais como lançar licitação. O prazo está encerrando e depois das eleições o governo só vai querer fechar as contas e nada mais”, teme Magagnin.

Novo projeto

Porém, ao contrário daquilo apresentado aos prefeitos em fevereiro, o Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra) emitiu uma nota oficial explicando a paralisação das obras no local e garantindo que haverá a edificação de um elevado. Conforme a nota, como o projeto original da obra na SC-442 não contempla a construção de um viaduto, é preciso, para dar continuidade, a contratação de um projeto e depois de finalizado e aprovado, o órgão fará licitação para a execução do novo projeto.

Moradores reclamam

O ceramista Anderson Costa, que mora nas proximidades de onde deve passar a SC-442, conta que há pelo menos dois anos os trabalhos na localidade pararam. De acordo com ele, as máquinas chegaram a cavar um “possível traço”, que hoje acumula água e serve de “esconderijo” até mesmo para usuários de drogas. “Eles chegaram a indenizar as terras do meu pai. Mas tem gente que ainda não teve acordo. Precisamos que isso acelere porque somos nós os prejudicados”, lamenta Costa.

Quem também sofre são os moradores de Estação Cocal já que, até a rodovia ser finalizada, todo o trânsito de caminhões passa pelo local. O prefeito Noi Coral reclama que até bitrens passam pelas ruas do distrito, chegando até mesmo a subir nos meios fios. “E não tem hora. É de dia e de noite. A população está muito incomodada”, relata o prefeito.

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