Rota do milho será inaugurada na próxima semana

Alternativa reduzirá tempo e custos com o frete para chegada de milho a Santa Catarina

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A nova rota de importação de milho do Paraguai para Santa Catarina será inaugurada na próxima semana, durante os dias 12 e 13 de julho, segundo nota da Secretaria de Planejamento (SPG) do governo catarinense. Com as mudanças, a carga sairá do Paraguai, passará pela Argentina e entrará no Brasil pela aduana do município de Dionísio Cerqueira, na fronteira brasileira com o Paraguai.

De acordo com o especialista em grãos da Epagri, Donato Lucietti, mesmo com um alto consumo de milho no Sul, a maior produção do produto está localizada no Oeste do país. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, todos os anos, quatro milhões de toneladas do grão saem do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com destino a Santa Catarina.

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A iniciativa irá gera benefícios para o abastecimento das cadeias produtivas de suínos, aves e leite da região Sul. “Reduzir a distância entre a agroindústria e um dos seus principais insumos gera uma alternativa mais viável e barata para suprir a demanda de grãos. Com certeza, essa nova iniciativa irá baratiar os custos do milho para região”, afirma Lucietti.

Ainda de acordo com Lucietti, com a implantação da Rota do Milho, o Estado poderá ser abastecido pelo Paraguai, com os caminhões passando pela Argentina e chegando a Santa Catarina pela aduana de Dionísio Cerqueira.

O percurso do grão pelo modal rodoviário do Centro-Oeste até Santa Catarina deverá reduzir de aproximadamente dois mil quilômetros para 350. “Santa Catarina, com uma produção de referência e um status sanitário de excelência, tem se mostrado um Estado forte e resiliente, sobretudo em momentos de crise. Manter a competitividade do nosso setor produtivo passa, essencialmente, por melhorias de logística e de infraestrutura. Do contrário, corremos o risco de a nossa agroindústria migrar para outros Estados”, salienta o governador Eduardo Pinho Moreira.

A nova rota traz boas expectativas para o agronegócio catarinense e desponta como uma alternativa mais barata e viável. Ela é resultado de intensas negociações protagonizadas pelo governo do estado, via Secretaria do Planejamento.

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