Produção industrial registra queda

Quatro meses após a greve, as empresas ainda sentem os prejuízos. Vice-presidente regional da Fiesc afirma que existe expectativa de melhora para os próximos meses

- PUBLICIDADE -

A greve dos caminhoneiros autônomos ainda gera prejuízos para as empresas de Santa Catarina. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou uma queda de 15% na produção industrial, na passagem de abril para maio desse ano. O dado é superior à média nacional e foi obtido através da pesquisa Industrial e Mensal – Produção Física e Regional, divulgada ontem, 11.

Em Criciúma, os reflexos ainda são enfrentados por algumas indústrias. Uma empresa de abate de aves, na localidade de Capão Bonito, precisou demitir funcionários e também atrasar salários. De acordo com a diretora Claudia Nuernberg, a produção ficou parada durante os dias de paralisação, o que prejudicou o faturamento.

- PUBLICIDADE -

O vice-presidente regional Sul da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) Diomício Vidal, explica que os efeitos da greve devem ser amenizados nos próximos meses. “A maioria das vendas já estavam feitas, apenas não foram entregues, então algumas empresas não perderam o lucro, pois conseguiram finalizar a compra. A minha expectativa é que a situação se normalize e estamos esperançosos”, comenta.

Reunião discute situação dos municípios

Uma reunião entre os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) será realizada nessa quinta-feira, 12, para analisar os dados da pesquisa e atual situação das cidades. De acordo com o presidente da Amrec, Hélio Cesa, o Alemão, entre os assuntos discutidos no encontro, os prefeitos devem analisar os resultados da pesquisa.

“Nós já esperávamos essa queda e a greve dos caminhoneiros não foi o único fator que colaborou com a queda da produção. Outras situações que ocorreram nos últimos meses foram responsáveis pelos prejuízos causados às indústrias”, afirma.

 Acic solicita revisão de medidas do governo

 O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na tarde de ontem o projeto de lei de conversão sobre Medida Provisória 832/18, que define valores mínimos para o frete rodoviário de cargas no país. A votação foi viabilizada depois que o relator da proposta, deputado Osmar Terra (MDB-RS), fechou um acordo com lideranças de todos os partidos.

Esta é uma situação que também preocupa o setor empresarial. A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) protocolou um ofício aos órgãos de representação para que ações sejam tomadas.

No ofício, a entidade empresarial, solicita empenho das entidades para sensibilizar as lideranças governamentais e políticas, ou mesmo propor medidas judiciais cabíveis, buscando a revisão das medidas como a tabela mínima de frete, redução do Reintegra e a reoneração da folha de pagamento.

“É imprescindível que ações urgentes sejam tomadas. Tais medidas oneram substancialmente as operações das empresas da nossa região, podendo chegar em alguns casos até a sua inviabilização, e que provocarão novos aumentos de preços de produtos acabados, cartelização do setor de transporte rodoviário e aumento do desemprego”, coloca Dagostin.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O DN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.