Morro da Fumaça: Tiago Minatto é eleito presidente do legislativo

Chapa encabeçada por emedebista foi a única a concorrer e recebeu seis votos a favor contra três, até mesmo de correligionários que o censuraram

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Matheus Reis
Morro da Fumaça

A primeira votação nominal, ou seja, com voto aberto para presidente da Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça elegeu, na noite desta terça-feira, Tiago Minatto (MDB). A mudança foi uma das alterações feitas em 2018 no regime interno da Casa. Embora alguns discursos tenham criticado o emedebista, que encabeçava chapa única, ele garantiu maioria do apoio dos parlamentares: seis votos a favor e três contra.

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Por incrível que pareça, a critica partiu de um correligionário de Minatto, Edvaldo Marcolino, o Vado (MDB), que afirmou ter se sentido traído pela presidente eleito. “A montagem dessa chapa é um tanto quanto estranha. Tanto o Minatto, quanto eu, queríamos ser presidentes. A Executiva do MDB entendeu que eu seria candidato, mas fui traído. As pessoas me alertavam, mas eu confiava no Minatto, que jurou para mim. Inclusive acho que ele tem que parar de jurar pela filha dele, que não tem nada a ver com a história”, alfinetou Vado.

Dilânio Sartor (PSD) e José Carlos Bortolin, o Calita, também correligionário de Minatto, foram contra o emedebista eleito. Contudo, os três votos não venceram a maioria. Além do próprio voto e daqueles que irão compor a chapa com ele, Alisson Feliz Bertan, do PR, como vice-presidente; Raimundo Marques, o Mundi, como 1º secretário; e Antonio De Luca, do PP, como 2º secretário, o grupo recebeu, ainda, o apoio do atual presidente da Câmara, Miguel Zaccaron Darolt (PSD) e de Jerson Maragno (PP).

Posição de presidente

Minatto respondeu a alfinetada de Vado afirmando que não lavará roupa suja na tribuna, assumindo a postura de presidente eleito da Câmara. “Toda ação causa uma reação. Estou muito tranquilo e consciente do caminho que tomei, que hoje vejo ter sido o melhor. Estou preparadíssimo para ser presidente”, garante Minatto.

Mesmo “rachado” dentro da Câmara, o MDB volta à presidência depois de um ano. O partido esteve à frente em 2016 e 2017, dando espaço em 2018 para o PSD, que deve voltar ao comando em 2020.

Transparência e redução

Tiago Minatto reiterou que desde o início do mandato prezou pela transparência e pela redução de custos na Câmara e que esta continuará sendo sua bandeira. “Vou continuar cobrando a redução para que no final do ano possamos devolver ao Executivo um valor tão grande quanto neste ano. Inclusive, ressalto que os dois poderes vão seguir trabalhando juntos e que nossa Mesa Diretora será muito benéfica ao município”, aponta o presidente eleito.

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