Extremo Sul é beneficiado com federalização de rodovia

Congresso Nacional derrubou veto presidencial que justificava que o projeto contraria interesse público

Foto: Divulgação
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Matheus Reis

Timbé do Sul

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O Congresso Nacional derrubou, nesta quarta-feira, 4, o veto presidencial ao projeto de lei que altera o Plano Nacional de Viação e torna federal 161 quilômetros de uma estrada estadual que liga rodovias federais entre os municípios de Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, e Bom Retiro, em Santa Catarina. Na terça-feira os deputados federais já haviam derrubado o veto por 284 votos a 12. A rejeição no senado foi confirmada 43 votos a 3. O projeto de lei 58/2016 havia sido vetado em abril.

A matéria que segue para promulgação no Congresso favorece, também, a região Extremo Sul de Santa Catarina. De acordo com o presidente da Amesc e prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), a Rota das Neves, como é conhecida, pode dar fluxo à economia e ao turismo. Segundo ele, hoje muitos caminhões de carga precisam ir até Palhoça, na Grande Florianópolis, para subir a serra, tendo em vista que as estradas da região não suportam muito peso. Além disso, com a finalização da Serra da Rocinha (BR-285), que liga Timbé do Sul a São José dos Ausentes (RS), os turistas teriam caminho livre vindo também da Serra Catarinense. “É um corredor de desenvolvimento para nossa região”, reitera Cardoso.

Ao falar em finalização da Serra da Rocinha, o PLN13/2018 que prevê redução de R$ 27 milhões dos R$ 50 milhões da verba para as obras na Serra da Rocinha iria entrar em votação na terça-feira, 3, contudo, houve mais uma movimentação nos documentos por parte do Governo Federal, o que alterou a data de votação. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) garante que, mesmo com menor verba, os obras não param até o final de 2018.

Expectativa para Serra do Faxinal

Outra expectativa para o Extremo Sul é a finalização da Serra do Faxinal, em Praia Grande. De acordo com Cardoso, a verba prometida pelo Governo do Estado por meio do Fundo de Apoio dos Municípios (Fundam) não virá mais por cortes feitos pelo Governo Federal. “Aguardamos uma possibilidade de um convênio com o Banco do Brasil na ordem de R$ 760 milhões. Se esta liberação não vier, continuamos patinando”, lamenta o presidente da Amesc.

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