Economia de SC atinge patamar pré-crise e se prepara para crescer mais em 2019

No acumulado do ano até setembro, o estado cresceu 2,7%, enquanto a média nacional foi de 1,2%. O desempenho catarinense está apenas 0,5 ponto percentual abaixo do registrado em 2014. Alta no emprego, na produção industrial e confiança em nível histórico reforçam perspectiva de expansão econômica em 2019 acima do registrado em 2018. Dados foram apresentados pela Fiesc, nesta terça-feira

Foto: Filipe Scotti
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O desempenho da economia catarinense praticamente retornou ao patamar pré-crise. No acumulado do ano até setembro, conforme dados do Banco Central, estima-se que o Produto Interno Bruto do estado (PIB) cresceu 2,7%, acima da média nacional, que foi 1,2% no período. Com isso, o desempenho estadual está apenas 0,5 ponto percentual abaixo do registrado em 2014, último ano antes do início da crise. Na avaliação da FIESC, as perspectivas para 2019 são de crescimento maior da economia. Os dados foram apresentados pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, nesta terça-feira (11), em Florianópolis.

De janeiro a outubro também foram registrados aumento na produção industrial (4,4%), nas vendas do setor (13,3%), na exportação (4,8%), na importação (24,1%) e no saldo de empregos da indústria de transformação (22,5 mil vagas). “Apesar da paralisação dos caminhoneiros e das eleições, a indústria catarinense iniciou um consistente processo de recuperação neste ano. Estima-se que a economia brasileira cresça 2,5% em 2019, mas em Santa Catarina esse desempenho tende a ser melhor. Isso porque o índice de confiança do industrial é o maior desde o início da série histórica (66 pontos em novembro) e está puxando também a intenção de investir”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

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Ele lembra que outro ponto positivo está na capacidade de geração de empregos da economia catarinense. “É verdade que para suprir as perdas dos anos de 2015 e 2016, precisaríamos de 62 mil vagas neste ano e, até agora, criamos 54 mil novos postos de trabalho. Apesar de no mês de dezembro haver fechamento de vagas por conta dos contratos temporários, ainda assim, a indústria de transformação catarinense é a segunda que mais gera empregos do Brasil, mesmo em termos absolutos, ficando atrás apenas de São Paulo”, explica. Além disso, diferentemente do ano anterior, em que o crescimento esteve concentrado nas atividades alimentícias e têxteis, o volume de empregos de 2018 está espalhado em praticamente todos os segmentos e regiões do estado. Isso mostra que o nosso crescimento está mais sólido e sustentável, uma vez que também envolve atividades como máquinas, autopeças e construção, que sofreram mais com a recessão”, completa.

Outro dado que corrobora a expectativa positiva para 2019 são os investimentos anunciados para Santa Catarina de cerca de R$ 7 bilhões, com estimativa de gerar cerca de 4 mil empregos, conforme informações da Investe SC, agência de atração de investimentos que é uma parceria da FIESC com o Governo de SC. Boa parte dos investimentos são puxados por setores que fornecem ao segmento automobilístico.

Incentivos – Contudo, a FIESC avalia que é importante que o estado mantenha a política de incentivos fiscais para que a produção no território catarinense tenha condições isonômicas de competitividade com estados e países com os quais a indústria catarinense concorre. “Nesse sentido, a manutenção dos incentivos fiscais é estratégica para o fortalecimento da indústria e do estado”, afirma Aguiar.

“Ressalto que as expectativas só irão se confirmar se houver muito trabalho e determinação. Aqui na FIESC temos o entendimento de que Santa Catarina será mais forte quando estimular a internacionalização, a inovação e a infraestrutura, que dependem fortemente de uma política industrial eficiente”, destaca o presidente da FIESC.

Ele lembra que em termos de comércio internacional percebe-se uma evolução considerável nos últimos anos, principalmente das importações, que cresceram 24% no ano de 2018, puxadas pela compra de veículos (alta de mais de 300% no ano). Já nas exportações destacam-se a evolução do mercado chinês, que se tornou o principal destino dos produtos catarinenses em 2018, com crescimento até novembro de 46%. Por conta desse potencial, a FIESC está estruturando um projeto robusto de internacionalização de empresas catarinenses de modo a diversificar e ampliar o mercado consumidor.

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