Coluna do Padre Vander: “Como expulsar os demônios”

Não podemos negar a existência do diabo. E a grande artimanha do diabo é fazer com que nós acreditemos que ele não existe. Quando a gente não acredita que ele existe, ele acaba tendo grande chance em nossa vida porque a gente não se precavê.

Reitor do santuário, padre Antonio Vander / Foto: Lucas Colombo/DN
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Para mim, que sou cristão, o diabo é um cachorro que grita alto, que me incomoda muito, porque late, late, late, mas está lá.

O perigo não é que ele vem, mas sou eu que caminho pelas estradas desta vida. Tudo está embaixo dos meus pés. Em ti foi dada a autoridade para curar os doentes, para expulsar os demônios.

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De vez em quando chega alguém: “Padre Vander, esta pessoa está com o demônio, o senhor tem que ir lá expulsar, fazer exorcismo”.

Eu honestamente tenho que falar as pessoas: “o demônio que você criou, quem tem autoridade para expulsar é você”.

Olhe nos olhos daquilo que te destrói. Seja homem, seja mulher. Faça o exorcismo na sua vida com a autoridade que te foi dada.

Sim! Os diabinhos que foram criados por nós, por nossos hábitos, não adianta o padre ir lá fazer uma reza. Não tem reza brava, não. Tem é palavra de ordem, de comando, porque cristão tem autoridade.

Firme no senhor. Ele é a tua força. Não tem nem diabo que venha bater a tua porta. Pode continuar a latir lá fora, mas nunca chegará aqui dentro.

Se tomássemos posse desta verdade, revolucionaríamos porque viveríamos um cristianismo autêntico, sem repartições. O diabo não fica onde as pessoas se respeitam, onde as pessoas se amam. O diabo vai entrar é através das nossas fragilidades, nas brechas de nossos temperamentos.

Se tem um lugar que o diabo gosta é da sacristia. Quantas vezes na minha vida de padre eu vi briguinhas na sacristia, um que quer ser melhor que o outro, e o pior, tudo com a desculpa: “para Deus damos o melhor”. Só que lamentamos que Deus nem sempre consegue colher o melhor que damos, porque pode ser fruto de nossa vaidade, de nossos excessos. Pode ser muito do Adão em nós. Pode ser fruto até de uma necessidade que nós temos e que não foi curada humanamente, de uma terapia que nos faltou.

Agora, o que eu sei é que o céu está sendo aberto para nós. Não desista. É preciso sempre se questionar e se perguntar: “o que será que Deus está colhendo através de mim e do meu trabalho?” Eu não posso ficar na vida oferecendo só os frutos do Adão que me domina. Eu quero oferecer a Deus com a graça que Ele me dá diariamente um pouco do Cristo glorificado.

Padre; existe possessão?

Não podemos negar a existência do diabo. E a grande artimanha do diabo é fazer com que nós acreditemos que ele não existe. Quando a gente não acredita que ele existe, ele acaba tendo grande chance em nossa vida porque a gente não se precavê.

Quando relativamos a presença do outro, damos a ele o direito de agir. E se a gente mantém o cuidado, ele vai ficar sob nossa observação. Negar a existência do diabo, não podemos. Ele existe, ele está fundamentado nas escrituras. Agora, se você não acredita no que você vê pelas televisões de possessões, isso não tem problema. Existe muitas crises de desequilíbrios que são muitas manifestações mais para chamar a atenção sobre si.

Existem possessões que a igreja reconhece. Que aconteceu são poucas, mas são reconhecidas.

Nós precisamos ter cuidado quando aceitamos parcerias com aquilo que é diabólico, dentro de você, sobretudo.

O relativismo hoje é a forma que ele mais entra. Quando você acha que não são mais necessárias certas coisas, como trair, é normal nossos jovens descobrirem a vida cedo. Cuidado, isso é relativismo, as pessoas querem Deus, mas não comprometimento.
Quero ser cristão, mas não quero que Deus mexa em nada em minha vida, isso é relativismo. É aí que o diabo age. Cuidado para não se render aos poucos as suas artimanhas.

O diabo é um cachorro bravo que está amarrado. Ele não pode chegar até mim. Mas ele pode latir e me seduzir para que eu chegue até ele. Eu vejo isso o tempo todo. O vício é assim. Eu nunca vi uma garrafa de whisky correndo atrás de alguém e dizer: “me beba, me beba”. Não. Agora eu vejo as pessoas se dirigindo a uma garrafa de whisky pedindo uma dose. Nunca vi um cigarro tentando seduzir um fumante na esquina. Não. Sou eu que busco tudo aquilo que me destrói.
A sedução do diabo é muito grande. O diabólico é aquilo que quebra a harmonia na vida.
Cuidado com as coisas. O diabo tem muitos instrumentos que chegam até nós, que nos leva embora de nós.

Cuidado com a tentação na cabeça. Quando se permite que a mentalidade que causa desarmonia entra em você, começa a mexer e faz você conseguir azedar as coisas. Tem pessoas azedas, que quando chegam a um lugar estragam tudo. Lá chegam de cara feias, beiço caído.

Diferente das pessoas portadoras de paz, de amor, as pessoas querem ficar perto delas o tempo todo. Sabem que elas serão incapazes de fazer mal.

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