Informar blitz em redes sociais pode levar motorista à cadeia

Compartilhamento de ação policial na rede configura crime

Foto: Francis Leny
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Angelica Brunatto

Criciúma

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O uso de aplicativos no trânsito tem sido cada vez mais frequente. Nesta semana, o fato de uma motorista ter sido presa na Serra catarinense, após compartilhar a imagem de uma barreira policial na internet, ganhou repercussão. Compartilhar estas informações, com o intuito de atrapalhar o serviço da Polícia Militar caracteriza crime, previsto no artigo 265 do Código Penal.

Conforme o especialista em trânsito do 9º Batalhão de Polícia Militar, capitão Rafael Mateus, apesar de a população ter a impressão de que as barreiras são realizadas apenas para gerar multas aos motoristas, o intuito do policial é outro. Esta é uma forma de trabalhar a ostensividade e prevenção ao crime. Por isso, no verão, estas ações são intensificadas principalmente no litoral.

Em Criciúma, a realização de barreiras culmina também na apreensão de armas de fogo, drogas e no cumprimento de mandados de prisão, por exemplo. “Já recuperamos veículos roubados ou furtados. O criminoso também precisa do carro para se locomover”, expõe.

Ação para coibir delitos

A divulgação destas barreiras em aplicativos e até mesmo nas redes sociais, além de crime, é um desserviço ao trabalho policial e à comunidade. Contudo, é inevitável que multas por carteira de habilitação vencida e documentação irregular sejam aplicadas. “É uma forma de prevenção a outros crimes, como embriaguez ao volante. Às vezes, pessoas de bem também cometer crimes no trânsito, por estarem sob o efeito de álcool”, aponta o policial.

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Em: Criciúma

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