Criciúma terá rede de proteção a vítimas de violência doméstica

A “Patrulha Maria da Penha” contará com seis policiais militares que trabalharão junto a grupos assistenciais da cidade no auxílio e combate de agressões

Foto: Vitor Netto/Especial DN.
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Vitor Netto/Especial DN

Criciúma

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Uma iniciativa da Polícia Militar de Criciúma, o projeto “Patrulha Maria da Penha”, foi lançada na manhã desta sexta-feira, dia 29. O programa visa realizar assistência as mulheres da cidade que já sofreram violência doméstica e que possam estar em estado de vulnerabilidade. O lançamento foi realizado no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Criciúma e contou com a participação de entidades da cidade ligadas a assistência as mulheres.

O projeto está sendo organizado pelo Major Eduardo Moreno Persson e a iniciativa já é realizada em outros estados do país e tem promovido uma grande diferença nas cidades implantadas.

Segundo ele, a violência doméstica está entre uma das cinco preocupações da PM de Santa Catarina. “Foi uma necessidade que as mulheres mesmo levantaram ao governo e nós vimos que valia a pena investir”, pontua.

O projeto

O projeto tem como principal objetivo realizar visitas de fiscalização as mulheres vítimas de violência doméstica. Porém, além do trabalho realizado pela PM, outros órgãos estarão realizando trabalhos de assistência às vítimas.

Serão realizados sete serviços no projeto, visitas preventivas, com o intuito de fornecer acompanhamento qualificado às vítimas, fiscalização das medidas protetivas, assessorar e orientar as mulheres para as redes de proteção, comunicar o poder judiciário das situações em que aja flagrante e/ou risco, agir de forma integrada com a rede de atendimento, certificar o término do acompanhamento e atender as situações de emergência.

Órgãos parceiros

Além de combater e auxiliar a violência doméstica, ele conta com o apoio de outros órgãos da cidade especializados em questões similares. Estiveram presentes no lançamento o delegado Márcio Campos Neves, representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Criciúma, da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

“É uma questão de prevenção e a PM estará trabalhando nisso e fazendo um “link” com os outros órgãos para que trabalhemos todos juntos”, comenta o tenente-coronel Evandro Fraga.

De acordo com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Maria Estrela Costa da Silva, o projeto vai fortalecer todos os órgãos na busca de só uma causa. “Isso fortalece o conselho e a rede protetiva. Fortalece a luta contra a violência das mulheres e será um forte aliado”, pontua.

Questões psicológicas e além de violência física foram elencados durante o encontro.

Qualificações dos policiais

Seis policiais estarão trabalhando com o projeto. Ele é composto por três homens e três mulheres que já desenvolveram um trabalho diferenciado no atendimento a esses tipos de ocorrências. Eles também realizaram um curso de 82 horas nas últimas semanas para ficarem aptos para o serviço.

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Em: Criciúma

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