Foto: Francis Leny / DN
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Marciano Bortolin
Criciúma

Nomeado líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal catarinense Décio Lima (PT), percorre o estado com o intuito de unir sindicatos e população em geral na busca de um processo de resistência às medidas propostas pelo Governo do presidente Michel Temer (PMDB). Após cumprir roteiro na região de Criciúma, hoje ele chega ao Extremo Sul.

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Lima diz assumir a liderança da oposição em um dos momentos mais delicados do país. “Acho mais delicado até que o Golpe de 1964, que o Estado Novo de 1937 e a Revolução de 1930. Estamos diante de um grande desafio que pode levar o país a uma agenda de subdesenvolvimento e de retiradas de conquistas históricas do povo brasileiro. Infelizmente estamos vivendo um profundo recesso”, comenta.

Além do PT, ainda formam a oposição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, siglas como PDT, PCdoB e Rede. A agenda no Sul, é feita ao lado do ex-candidato a prefeito de Criciúma Fábio Brezola e pelo ex-prefeito de Araranguá, Sandro Maciel.

Ao falar do momento vivido pelo país, o parlamentar cita conquistas e lideranças históricas da política brasileira. A Reforma da Previdência, entre outras iniciativas, segundo ele, são afrontas aos trabalhadores. “Em 2017 podemos nos deparar com o fim do legado de Getúlio Vargas, quando os trabalhadores, tanto do campo quanto da cidade, tiveram diversas conquistas. O que Ulysses Guimarães fez também está sendo esquecido, ao mudarem a Consttituição, principalmente com o golpe do ano passado”, pontua.

O golpe citado pelo deputado diz respeito ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e a posse de Temer, o que para ele, é um governo ilegítimo. “Cabe a nós um processo de resistência. Estas medidas somente não serão aprovadas se tivermos a participação popular. Se conseguirmos encorajar a população, pressionar, acredito que conseguiremos reverter este processo que irá levar o país ao subdesenvolvimento”, ressalta.

Reestruturação e planejamento

Enfraquecido desde a derrubada de Dilma Rousseff, os petistas buscam reerguer a sigla. Em Santa Catarina encaminha aliança com parceiros históricos como PDT e PCdoB. “Acredito que a aliança esteja encaminhando. É boa para a democracia e para o estado. Agora precisamos ganhar musculatura. Temos outro desafio em Santa Catarina que é tirar o PT do isolamento. Na última eleição nem o PCdoB, que é parceiro histórico, quis coligar conosco. Isso nos fez diminuir as bancadas estadual e federal”, lembra.

Lima diz que a Tríplice Aliança, idealizada pelo então governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), está esgotada e que dela deverá sair um parceiro no pleito de 2018. “Temos a clara visão de que um ciclo está chegando ao fim. É a grande oportunidade de sermos uma alternativa”, relata.

Sobre o convite do deputado estadual Rodrigo Minotto para migrar para o meio brizolista, o parlamentar prefere enfatizar a parceria. “São bons sinais. O Minotto tem a mesma visão que a gente. O ex-ministro Manoel Dias também está inserido neste contexto. Além disso, temos a Angela Albino do PCdoB que compartilha os mesmos pensamentos”, destaca.

“SC pode ser a Suíça brasileira”

Possível candidato ao Governo do Estado, o petista não esconde planos e projetos para o estado. Um deles, passa pela melhoria da logística, com a criação de um modal ferroviário e a interação com os portos. “Toda a nossa costa pode ser uma oferta extraordinária para que possamos estar mais presentes e com maior oferta ao Mercosul. Temos um atraso visível, já que a nossa logística está nas rodovias. Santa Catarina pode dar um salto de qualidade e se tornar a Suíça Brasileira”, finaliza.

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