HSJ: direção quer continuar só com urgência e emergência

Atendimento referenciado no Pronto Socorro é bom para o hospital e para a comunidade, avalia a vice-diretora

Foto: Arquivo/DN
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Bruna Borges
Criciúma
 
De dezembro para cá, o discurso da direção do Hospital São José (HSJ) sobre a parceria com os governos municipal e estadual para atendimentos pelo SUS está muito mais otimista. Desde a audiência conciliatória na Justiça Federal em dezembro, o hospital vem atendendo urgência e emergência referenciados, ou seja, apenas casos graves são recebidos no Pronto Socorro, o restante é encaminhado para as unidades de Saúde e unidades 24 horas do Município.
Conforme a vice-diretora da instituição, irmã Terezinha Buss, é intenção da instituição continuar apenas com a porta referenciada. “É bom para nós e bom para a comunidade, pois os pacientes graves têm um atendimento mais seguro. O sistema está funcionando. As unidades de Saúde do Município são eficientes. A porta referenciada é o certo”, comenta irmã Terezinha, reforçando que a diminuição no número de atendimento compreende apenas o Pronto Socorro. “A ‘vida’ do hospital continua. Os partos estão sendo feitos normalmente e as cirurgias também”, explica.
 
Secretaria de Saúde concorda
 
A secretária de Saúde de Criciúma, Francielle Lazzarin Gava, diz que o Município está conseguindo, até o momento, atender a demanda de pacientes com casos menos urgentes. “As unidades 24 horas tiveram um incremento significativo no número de atendimentos”, comenta. O 24 horas da Próspera tem classificado os casos de urgência.
 
Gerência do Estado busca referenciar hospitais
 
O novo gerente Regional de Saúde em Criciúma, Fernando de Fáveri (PMDB), esteve nesta terça-feira, 31, em Florianópolis, com a gerente de Contratualização dos Serviços do SUS, Grace Ella Berenhauser. Na pauta, a situação hospitalar da Região. “Queremos vocacionar os pequenos hospitais para torná-los referência em determinadas cirurgias, desafogando o Hospital São José e dando sobrevida para estes hospitais”, comenta De Fáveri.
 
Próxima semana voltada ao HSJ
 
O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), e secretários, tiveram reunião nesta quarta-feira, 1, com a direção do HSJ e, em seguida, agendou encontro com o novo secretário de Estado da Saúde, Dr. Vicente Caropreso (PSDB). A audiência, para a qual a direção do hospital também foi convidada, ficou marcada para dia 7, às 10h, na Secretaria de Estado da Saúde, em Florianópolis. A intenção do Município de Criciúma é deixar a gestão plena do hospital, repassando a responsabilidade para o Estado. “Nesta semana fui pessoalmente a várias prefeituras da Região para levar a discussão aos outros prefeitos”, lembra Salvaro. Os prefeitos se reunirão amanhã na sede da Amrec para conversar sobre o assunto, já que o São José atende pacientes de toda a Região. “Nos reunimos com a direção do São José para discutir a questão financeira da entidade a fim de evitar nova paralisação nos atendimentos. Também reforçamos o apoio na busca da resolução dos impasses, como o novo contrato de gestão”, complementa a secretária municipal de Saúde.
 
Novo tempo
 
A vice-diretora do São José lembra que a situação financeira da instituição continua difícil, mas garante que não vai fechar as portas novamente. “A Prefeitura tem sido fiel aos pagamentos. Tudo que cai no Fundo Municipal de Saúde para o HSJ é repassado. Acho que é um novo tempo. O Salvaro está empenhado em resolver o problema financeiro e o novo secretário de Estado da Saúde também tem mostrado interessado. Nossa esperança é muito grande”, afirma irmã Terezinha.
 
Proximidade dos salários
 
Apesar do otimismo, está próximo de os funcionários e médicos do HSJ receberem os salários do mês. Até dia 7 os pagamentos devem ser efetuados, com pena de nova paralisação dos atendimentos, aí não pela vontade da direção, mas por iniciativa dos trabalhadores.
De acordo com Salvaro, a Prefeitura está disposta a impedir uma possível greve. “Pedimos a compreensão dos trabalhadores. No dia 9 de fevereiro teremos mais uma reunião com os prefeitos e secretários de Saúde da Região para buscar recursos ou até mesmo sair da gestão plena, fazendo com que o Estado e a União contratem os hospitais”, ressalta.
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