Cermoful: Conselho Fiscal tem decisão favorável

Grupo ingressa com ação requerendo acesso a informações e documentos, e ganha, mas Administração ainda não está intimada oficialmente

Foto: Lucas Colombo/DN.
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Bruna Borges

Morro Fumaça

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A juíza da 1ª Vara da Comarca de Urussanga, Bruna Canella Becker Búrigo, aceitou pedidos feitos pelo Conselho Fiscal da Cooperativa Fumacense de Eletricidade (Cermoful Energia) determinando que o Conselho de Administração da cooperativa não restrinja o acesso dos conselheiros fiscais a quaisquer informações e documentos relativos aos negócios, bem como de atas das reuniões do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, independentemente da data em que foram emitidas. Além disso, a juíza, com base no estatuto da cooperativa, coloca que devem ser fornecidos acessos aos sistemas econômicos de controle gerencial e/ou administrativos da cooperativa e que permitam a extração de cópias de todo e qualquer documento, designando uma copiadora que possa ser utilizada.

Ainda segundo a decisão judicial, o Conselho de Administração precisa comunicar a todos os setores, departamentos e funcionários da Cermoful Energia as determinações da juíza, assim como providenciar a contratação de profissional de assessoramento ao Conselho Fiscal. “Ficam os requeridos cientes acerca da necessidade de cumprimento fiel do Estatuto Social da Cermoful Energia, assim como dos comandos contidos no presente decisum, cujo descumprimento acarretará no pagamento de multa, no montante de R$ 5 mil diários, limitados em R$ 50 mil reais”, escreve a magistrada.

Conforme o advogado da Cermoful Energia, Rafael Ribeiro, embora o Conselho Fiscal tenha protocolado cópia da decisão judicial junto à cooperativa, não houve intimação oficial até o momento, por isso não é possível fazer comentários a respeito. “Quando formos intimados, vamos responder”, observa Ribeiro.

Conselheiros fiscais decidem por auditoria externa

Eleito em 28 de janeiro deste ano, o Conselho Fiscal é composto atualmente por cinco membros, já que um desligou-se do grupo por motivos pessoais. Simoni Cechinel de Almeida Brina; Ozaildo Rodrigues da Silva; José Berto Henrique, o Beto; Cleber Recco; e Ervânio Geraldo Fernandes, o Nica; estiveram ontem na sede do Diário de Notícias e informaram que foram protocoladas denúncias no Ministério Público (MP), em Urussanga, no último dia 12, sobre inconsistências encontradas na cooperativa e que, com base nisso, decidiram que vão buscar uma forma de contratar uma empresa de auditoria externa, para verificar a situação econômica da cooperativa neste ano e de anos anteriores. “Vamos estudar uma forma de escolher uma empresa independente, não apenas a que oferecer menor preço, mas que tenhamos a garantia de que presta um serviço de qualidade”, coloca Simoni.

Sobre isto, o advogado Rafael Ribeiro salienta que auditoria externa sempre existiu. “É feita anualmente. É um pré-requisito do estatuto. Antes do balanço anual ser lançado para o associado, a auditora faz a análise patrimonial. O trabalho da auditoria externa é apresentado ao Conselho de Administração e o parecer é lido na assembleia geral de cada ano, no dia em que é votada a aprovação das contas. Os pareceres constam no site da Cermoful”, explica.

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Em: Criciúma

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