Funcionários dos Correios entram em greve

Entre as reivindicações, a categoria pede melhores salários, com reajuste de 8%, referente às perdas inflacionárias do período, mais aumento real de R$ 300 e de 10% em benefícios como o vale alimentação

Foto: Lucas Colombo
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Os funcionários dos Correios entraram novamente em greve por tempo indeterminado. O movimento da categoria, deflagrado nesta quarta-feira, dia 20, atinge vários estados, como Santa Catarina.

A categoria pede melhores salários, com reajuste de 8%, referente às perdas inflacionárias do período, mais aumento real de R$ 300 e de 10% em benefícios como o vale alimentação. Outra reivindicação é que haja concurso público. Um dos impasses também é referente ao plano de saúde dos trabalhadores. Atualmente o plano é custeado totalmente pela empresa e a proposta dos Correios é exigir mensalidade dos funcionários.

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Adesão da categoria

Conforme o dirigente Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), José Maria Pego, a adesão já atingiu cerca de 90% dos profissionais do Centro de Triagens de Cartas e de Encomendas, para a distribuição em doto o Estado. Pouco afetou os serviços de atendimento.

“A paralisação dos trabalhos de triagem de cartas e de encomendas afeta todo o Estado. Uma reunião estava agendada para amanhã (quinta-feira) em Brasília, mas a empresa transferiu para o dia 26. Queremos negociar, mas eles estão irredutíveis. Hoje o salário base é de R$ 1,6 mil”, alega Pego.

Resposta da Empresa dos Correios

Em nota à imprensa, a ECT garante que a greve não afeta os serviços de atendimento dos Correios. Que o movimento está concentrado na área de distribuição. Nesses locais, a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população.

A empresa diz ainda que as negociações com os sindicatos que não aderiram à paralisação estão sendo realizadas esta semana e que os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige. Considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa.

Em levantamento parcial feito pela ECT,  na manhã desta quarta-feira, 93,17% do efetivo total dos Correios no Brasil estão presentes e trabalhando — o que corresponde a 101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença. Em Santa catarina, 96,08% do efetivo estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 3.752 empregados.

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