IBGE inicia a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018

Com duração de 12 meses e abrangendo 75 mil domicílios em 1,9 mil municípios no Brasil, a POF é o levantamento mais detalhado sobre os padrões de consumo dos brasileiros. Baseado nessa pesquisa, o IBGE atualiza a cesta de itens do IPCA

Pesquisa mostrou que a escolaridade também altera o padrão de consumo das famílias. (Foto: Divulgação/DN)
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Florianópolis

O IBGE iniciou nesta segunda-feira, 26, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018. Trata-se da mais abrangente investigação sobre os padrões de renda e consumo das famílias brasileiras. Entre junho de 2017 e maio de 2018, 30 agentes de pesquisa irão visitar 3.125 domicílios em cerca de 85 municípios de todo o Estado, para atualizar a lista de gêneros de consumo e a estrutura de ponderação do IPCA, o índice oficial de inflação do país.
Pelo seu nível de detalhamento das condições de vida da população, a POF é fonte de informações para pesquisas e estudos acadêmicos de inúmeras instituições e empresas, além de auxiliar o monitoramento de 10 dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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POF 2017/2018 investigará insegurança alimentar

A amostra da pesquisa abrange 3.125 domicílios e é superior à edição de 2008/2009 (2.029). Além da amostra ampliada, a POF passou a investigar o tema Insegurança Alimentar, que anteriormente integrou algumas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).
Embora os resultados da POF 2017/2018 só venham a ser conhecidos em 2019, foram feitos alguns ajustes nos questionários para ampliar a visibilidade de alguns itens de consumo que, presumivelmente, podem ter se tornado mais presentes nos lares brasileiros. Este pode ser o caso dos canais de TV com programação sob demanda, das redes digitais que comercializam músicas e dos aplicativos e acessórios para celulares. Já no âmbito analógico, os questionários poderão captar mais detalhadamente o consumo relativo a animais de estimação, com abertura para itens como tosa, rações, passeadores etc.
Alimentação fora de casa ganhou mais importância no orçamento das famílias

A POF 2008/09 revelou outra mudança importante: as famílias estavam gastando bem mais com alimentação fora de casa do que em 2002/03, quando esse item foi investigado pela primeira vez. Entre essas duas edições da pesquisa, o peso das despesas com alimentação fora de casa no orçamento das famílias subiu de 24,1% para 31,1%.
POF mostrou que a escolaridade também altera o padrão de consumo das famílias
As edições anteriores da Pesquisa de Orçamentos Familiares demonstraram que, quanto mais anos de estudo tinha a pessoa de referência da família, maiores eram as despesas médias mensais. Em 2008/2009, nas famílias em que a pessoa de referência possuía menos de um ano de estudo, a despesa média mensal era de R$ 1.403,42. Já nas famílias cuja pessoa de referência tinha 11 anos ou mais de estudo, esse total era o triplo: R$ 4.314,92.

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