COM FOTOS E VÍDEO: Trabalhadores protestam na Casa de Saúde do Rio Maina

Há 60 dias sem receberem os salários, colaboradores se reuniram e receberam cestas básicas, doadas por outros sindicatos da região

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Giovane Marcelino / Especial
Criciúma

 

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A crise que assombra algumas unidades hospitalares da cidade e da região ainda seguem fortes. Desta vez, mais uma vez, a Casa de Saúde do Rio Maina está com problemas. Desta vez, os trabalhadores estão sem receber seus salários. Hoje, completa dois meses desde o último pagamento, que foi o referente ao mês de março. Por conta disso, trabalhadores reuniram ao meio-dia desta quarta-feira, em frente à unidade, onde esperaram uma resposta e também receberam cestas básicas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), João Batista Martins, os serviços param a meia noite, caso não haja pagamento. “Aguardamos uma posição que nos seja favorável, pois contamos com trabalhadores que estão passando por dificuldades por conta da falta do pagamento dos salários”, explicou.

Em estado de greve, trabalhando com o número mínimo de funcionários desde o último dia 11, a categoria o pagamento do salário. No dia 18, o MPSC determinou o pagamento imediato mediante a multa diária de R$ 10 mil à Administração Municipal de Criciúma, porem, segundo João, não foi cumprido. Nesta quarta-feira pela manhã, foi realizada uma segunda intimação, onde caso não haja o pagamento, R$ 550 mil serão sequestrados da conta da Prefeitura. “Não queremos prejudicar ninguém, mas não tem como continuar trabalhando de graça”, ressaltou o presidente.

Hoje, a Casa de Saúde do Rio Maina conta com 70 funcionários e atende pacientes de todo o sul do estado. Por conta da falta de pagamento, sindicatos da região se reuniram e estão contribuindo com a doação de cestas básicas. Durante o inicio da tarde, algumas foram entregues aos presentes.

Uma das beneficiadas foi Izalete Zampoli, que trabalha no local há dois anos e três meses e afirma que esta é a situação mais critica que viveu na Casa. “Espero que resolva isso e que a gente volte a trabalhar e receber normalmente”, falou.

Os trabalhadores seguem na instituição até às 18h. Os interessados em contribuir com alimentos com os trabalhadores podem entrar em contato com o Sindisaúde através do (48) 3439-4900.

 

Confira imagens:

 

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