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Tiago Monte

Criciúma

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Um Tigre com características do Sul. Assim vai ser o time a partir de sábado contra o Luverdense. Apresentado ontem, em entrevista coletiva, como técnico do Criciúma, Luiz Carlos Winck, fala em time aplicado em campo, intenso e sem acomodação, diferenciando um pouco da filosofia implementada por Deivid – que privilegiava a posse de bola. “Claro que com bom futebol porque também precisa ter qualidade para que possamos fazer bons jogos. Cada técnico tem uma maneira de trabalhar: o Deivid tinha mais posse de bola, transição pautada no passe, eu já gosto de uma equipe mais rápida na transição – perdeu a posse de bola tem que recuperar e agredir o adversário. Eu gosto de uma equipe que agrida o adversário”, explicou Winck.

Lucas Colombo - Apresentação novo técnico Tigre Carlos Wink  (57)O novo comandante do Tigre enfatiza que o momento do time é instável, então, cobrará equilíbrio e marcação forte. “Não vou dizer que no sábado já vamos ter tudo isso, mas temos que saber a hora certa de atacar e ter qualidade na hora de finalizar”, ressaltou. O novo treinador pretende implementar um sistema de jogo diferente do que o antecessor colocava. “Joguei, em várias equipes em que trabalhei no 4-2-3-1, com dois volantes, três jogadores à frente – de um  lado pode ser atacante, do outro pode ser meia que faça trocas com o homem de dentro, talvez um atacante mais centralizado, mas que, em determinados momentos, pode inverter. Uma linha de quatro bem postada, um goleiro experiente como nós temos, que é o Luiz – de um grande caráter”, disse Winck, de forma didática.

A necessidade de sair tocando a bola e usar sempre o goleiro Luiz, jogando com os pés, será reavaliada por Winck. “A gente vai conversar e vamos analisar bem a qualidade do grupo em todos os sentidos. O Luiz é um goleiro que tem qualidade para isso. Se for necessário durante os jogos, sim, senão, em alguns jogos, não”, ressaltou.

Cobranças e reversão do momento

Winck deixa claro que cobrará o grupo de jogadores para que revertam a situação, mas de uma forma normal, como acontece nos clubes. “O Criciúma tem tudo para dar a volta por cima, mas também depende muito dos atletas assimilarem isso o mais rápido possível. É claro que nós não vamos chegar hoje e acharmos que amanhã vamos mudar toda a maneira de trabalhar, mas, aos poucos, a gente vai implementando a nossa maneira de trabalho e espero que os atletas respondam bem em campo”, enfatizou.

Luiz Carlos não faz planejamento à longo prazo devido à atual fase da equipe. “Eu gostaria de inicialmente falar jogo a jogo. Primeiro temos que sair dessa fase delicada pra depois objetivar algo maior. Algo que eu gostei muito na conversa com o presidente é que ele quer o acesso e isso me passou algo muito bom. Nós queremos o Criciúma na Série A do ano que vem, sim. Se vai ser possível ou não, vamos ver dentro do campeonato. Nós vamos trabalhar muito pra que isso aconteça, pode ter certeza”, falou.

Possíveis contratações

Mais uma ou duas contratações podem acontecer, de acordo com uma avaliação que Winck fará junto à diretoria do clube. “Ainda não conversamos sobre isso. A ideia é fazer uma avaliação do grupo, depois nós vamos passar o que nós entendemos para o presidente e a direção. Então, dependendo da direção, pode haver a possibilidade de contratações”, destacou.

Aceitação do grupo de jogadores

O pacto realizado pelos jogadores para reverterem a situação adversa sob o comando de Deivid não será problema para a realização do trabalho. Essa é a confiança do novo treinador do Tricolor Carvoeiro. Ex-jogador de sucesso, Winck diz que a movimentação é normal em momentos de crises nos clubes. “Nunca tive problema nenhum com os grupos em que eu trabalhei, tenho certeza que teremos um dia a dia muito bom. Atleta é rendimento. Quando se fala que o grupo é fechado, geralmente não se fala uma verdade. O grupo nunca está fechado, assim como tem jogadores que tem possibilidade de sair para uma situação melhor ainda, também tem jogadores que não estão rendendo de acordo com o que a gente quer e, principalmente, acima de tudo, está a instituição Criciúma e é assim que nós vamos pensar”, destacou.

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Em: Criciúma

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